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Hortolândia lidera o ranking regional com 227 medidas protetivas concedidas

Medidas protetivas crescem na região; Americana e Hortolândia lideram casos

Levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo, obtido pelo Tribuna Liberal, mostra que as seis cidades da região somaram 836 medidas protetivas entre janeiro e maio de 2026, aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2025

Os seis fóruns da região concederam 836 medidas protetivas de urgência entre janeiro e maio de 2026, frente às 753 registradas no mesmo período de 2025. O aumento de 83 decisões judiciais em prol de mulheres vítimas de violência representa um crescimento de 11%, conforme levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), realizado a pedido do Tribuna Liberal.

A alta regional foi impulsionada principalmente pelos resultados de Americana, Hortolândia e Sumaré. Americana passou de 159 para 222 medidas, um crescimento de 63 casos, equivalente a 39,6%, o maior aumento percentual e absoluto entre os municípios analisados.

Hortolândia também apresentou elevação, saindo de 186 para 227 medidas, alta de 41 casos ou 22%. Sumaré registrou crescimento mais moderado, passando de 184 para 196 medidas, avanço de 12 casos, correspondente a 6,5%.

Na outra ponta, três cidades apresentaram redução. Paulínia caiu de 91 para 74 medidas, redução de 17 casos ou 18,7%, a maior queda percentual da região. Monte Mor passou de 73 para 64 registros, diminuição de nove casos, equivalente a 12,3%. Nova Odessa também teve retração, com queda de 60 para 53 medidas, sete a menos que no ano anterior, redução de 11,7%.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, Hortolândia lidera o ranking regional com 227 medidas protetivas concedidas, seguida por Americana, com 222, e Sumaré, com 196. Paulínia aparece na sequência com 74 medidas, enquanto Monte Mor soma 64 e Nova Odessa fecha a lista com 53.

Os números refletem as medidas protetivas concedidas pelo Judiciário para garantir a segurança de vítimas de violência doméstica e familiar. Embora metade das cidades tenha registrado queda, os aumentos em Americana, Hortolândia e Sumaré foram suficientes para elevar o total regional em 11% na comparação entre os dois períodos.

NOVA LEI

Medidas protetivas de natureza cível para a mulher vítima de violência devem ter execução imediata. É o que prevê a Lei 15.412, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

À diferença do que ocorre no processo penal, as medidas protetivas de natureza cível não são punições diretas ao agressor: são ordens judiciais para proteger a mulher e seus dependentes na vida familiar, patrimonial ou doméstica. São exemplos: afastamento do agressor do lar; suspensão ou restrição de visitas aos filhos; proibição de venda ou retirada de bens do casal ou da vítima; ou encaminhamento da mulher e dependentes a programa de proteção ou atendimento.

A nova lei altera a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006). De acordo com o texto sancionado, o juiz pode determinar o cumprimento das medidas protetivas sem necessidade de ajuizamento da ação pela vítima.

O projeto teve origem no PL 5.609/2019, apresentado pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho. A proposta passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) e foi aprovada em decisão terminativa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na Câmara dos Deputados, o texto foi aprovado neste ano sem alterações.

Na justificativa, o autor afirma que a proposta busca garantir maior efetividade às medidas protetivas e evitar que mulheres em situação de vulnerabilidade fiquem desamparadas pela demora na tramitação judicial. “A nosso ver, entendimentos contrários tornam letra morta o propósito da lei em questão, deixando as mulheres em situação de hipervulnerabilidade em completo desamparo”, escreveu.

RANKING REGIONAL DE 2026

1. Hortolândia: 227

2. Americana: 222

3. Sumaré: 196

4. Paulínia: 74

5. Monte Mor: 64

6. Nova Odessa: 53


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