Mãe de Nicolly Pogere supera 18,8 mil assinaturas e se aproxima de objetivo
Mobilização em torno do Projeto de Lei Nicolly Pogere entra na reta final rumo a 20 mil apoiadores; proposta quer dar força política à discussão sobre endurecimento penal por conteúdos de ódio; jovem foi brutalmente morta em Hortolândia
A mobilização liderada por Priscila Magrin, mãe de Nicolly
Pogere, assassinada ano passado em um crime brutal em Hortolândia, ultrapassou
a marca de 18,8 mil assinaturas e se aproxima da meta de 20 mil apoios para o
projeto de lei que leva o nome da adolescente. Com menos de 1,2 mil assinaturas
restantes para atingir o objetivo, a família intensifica a campanha e tenta
ampliar o alcance da proposta até 28 de março.
Nas redes sociais, Priscila informou que voltou a espalhar
cartazes em busca de novas adesões e pediu ajuda de apoiadores da região e de
outras cidades. “Agradeço a todos que nos permitiram colocar os cartazes e a
todas as pessoas que têm feito o mesmo, espalhando pela região onde moram. A
luta não para! Nos ajude a bater a meta de 20 mil assinaturas até 28 de março
para chegar ao Senado Federal e termos a chance dessa lei se tornar uma
realidade”, afirmou.
A proposta defendida pela família e por apoiadores tem duas
vertentes. A primeira prevê mudanças na legislação penal, com regras mais
rígidas para crimes graves, incluindo medidas voltadas a autores com
diagnóstico de psicopatia e critérios mais severos para retorno ao convívio
social em determinados casos. A segunda trata da regulamentação da internet,
com responsabilização de plataformas e de pessoas que disseminem conteúdos de
ódio online.
Priscila transformou o luto pela morte da filha em
mobilização pública desde o ano passado, quando passou a defender a criação da
chamada Lei Nicolly Pogere. Em manifestações e entrevistas, ela tem cobrado
mudanças na legislação e maior rigor na responsabilização de adolescentes entre
14 e 17 anos envolvidos em crimes classificados pela família como bárbaros.
O caso gerou forte comoção em Hortolândia, na região e em
outras partes do país. Nicolly Pogere, de 15 anos, foi morta em julho de 2025.
A investigação da Polícia Civil apontou participação de um casal de
adolescentes, de 14 e 17 anos, apreendido em Cornélio Procópio, no Paraná, após
fuga de Hortolândia. O caso foi registrado como feminicídio.
A nova fase da campanha concentra esforços no alcance da
meta de assinaturas. Com a ajuda de apoiadores e a divulgação de cartazes em
diferentes pontos da região, a família tenta transformar a repercussão do caso
em pressão popular por mudanças legais. Para Priscila, o projeto é uma forma de
manter viva a memória da filha.
O link para assinatura é: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=211607.

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