Geral
Documento cobra medidas preventivas e corretivas da Sabesp; prefeitura acompanha nova coleta

Arsesp confirma a má qualidade da água que é distribuída em Hortolândia

Em fiscalização realizada no dia 24 de abril, técnicos identificaram odor e gosto em amostra colhida em estação de tratamento; relatório foi enviado ao Comitê de Crise da cidade; agência apontou ‘fragilidade’ em resposta da empresa

Técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) identificaram gosto e odor incompatíveis com os padrões adequados ao consumo humano em uma fiscalização realizada no dia 24 de abril, nas estações de tratamento de água administradas pela Sabesp e localizadas nas cidades de Hortolândia e Paulínia. A agência é responsável por regular, controlar e fiscalizar serviços essenciais no Estado e atua principalmente nos setores de saneamento básico, energia e gás canalizado.

Em relatório compartilhado com membros do Comitê de Gestão de Crise criado pelo prefeito Zezé Gomes (Republicanos), a equipe da agência aponta que, apesar de não terem sido apresentados, até o momento da fiscalização, laudos laboratoriais conclusivos sobre a origem dos problemas, foi possível constatar de forma recorrente a presença de alterações sensoriais na água produzida.

A equipe ressalta que é responsabilidade da Sabesp a adoção de medidas preventivas e corretivas adequadas, o acionamento rápido dos órgãos ambientais competentes, além da manutenção de instrumentos de gestão de risco, incluindo Plano de Segurança da Água e Plano de Contingência para eventos de contaminação, acidentais ou não.

O documento informa também que decorrida aproximadamente uma semana desde o início da ocorrência, não foram identificadas ações corretivas efetivas nem o devido acionamento aos órgãos ambientais, o que evidencia “fragilidade na resposta operacional”.

PREFEITURA COBRA SABESP

Representantes do Comitê Municipal de Crise criado pela Prefeitura de Hortolândia acompanharam, na manhã desta sexta-feira (8), a coleta, para análise, da água fornecida pela Sabesp para os servidores públicos e a população que utiliza os serviços prestados no Paço Municipal Prefeito Ângelo Augusto Perugini – Palácio dos Migrantes.

As amostras para medição foram retiradas da água armazenada na caixa d’água do prédio e no cavalete na área externa do prédio, estrutura hidráulica localizada na entrada do imóvel. O objetivo é analisar os componentes sensorial, físico-químico e bacteriológico da água. A medida é mais uma cobrança do comitê da Administração Municipal ao órgão estadual, responsável pelo abastecimento da cidade.

“Após a coleta destas amostras, a água será enviada ao laboratório da Sabesp localizado em Itatiba onde os responsáveis vão constatar os resultados na próxima semana e repassar os laudos para a prefeitura. A retirada feita nestes dois pontos é essencial para a análise”, explicou Marcelo Zanella, técnico de amostragem da empresa Proágua, parceira da Sabesp na realização do serviço. 

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ARSESP

Em nota encaminhada ao Tribuna Liberal, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) esclarece que a fiscalização realizada no dia 24 de abril de 2026, nos sistemas de abastecimento de água de Hortolândia e Paulínia, não apresentou conclusão definitiva sobre a ocorrência registrada na região, tendo sido realizada apenas em caráter preliminar, momento em que foram observadas alterações no gosto e no odor da água na ETA de Hortolândia. A Arsesp ressalta que o laudo da amostra coletada nesse dia apresentou conformidade quanto aos parâmetros de turbidez e cor, de acordo com a Portaria GM/MS nº 888/2021.

Segundo a agência reguladora, as análises laboratoriais e os relatórios técnicos seguem em andamento, em conjunto com os demais órgãos competentes. "Importante destacar que os laudos disponíveis não apontam desconformidade com os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação vigente. A Arsesp acompanha a situação e reforça seu compromisso com a fiscalização técnica, transparente e responsável dos serviços de saneamento básico no Estado de São Paulo", conclui a nota.

 

 

 



Deixe um comentário