Americana, Sumaré e Hortolândia já perderam 26 agências bancárias
Juntos, os três municípios registraram forte encolhimento na rede bancária, com queda de 36% no total de agências; Hortolândia teve a maior redução proporcional e Americana lidera em número absoluto de unidades fechadas na região
O fechamento de agências bancárias atingiu em cheio as três
maiores cidades da área de cobertura do Tribuna Liberal. Entre 2019 e
2025, Americana, Sumaré e Hortolândia perderam, juntas, 26 unidades, ou 36,1%,
num movimento que reduziu a presença física dos bancos e alterou a rotina de
milhares de clientes para o ambiente digital.
Segundo levantamento do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), baseado em informações do Banco
Central, em Americana, a rede bancária caiu de 35 para 23 agências, com o
encerramento de 12 unidades no período. A retração de 34,3% é a maior em
números absolutos entre os três municípios e mostra o peso da reorganização
bancária na cidade.
Em Sumaré, o total passou de 22 para 15 agências, o que
representa o fechamento de 7 unidades e uma redução de 31,8%. A diminuição
acompanha a tendência de concentração dos serviços em menos pontos físicos e
maior uso dos canais digitais.
Em Hortolândia, a queda foi de 15 para 8 agências, também
com 7 unidades a menos, mas com impacto proporcional ainda maior: 46,7%. É o
recuo percentual mais forte entre as três cidades, praticamente reduzindo pela
metade a estrutura bancária local.
Somadas, Americana, Sumaré e Hortolândia caíram de 72 para
46 agências em apenas seis anos. O resultado traduz uma mudança acelerada no
modelo de atendimento, com menos presença física e mais dependência de
aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos.
Para uma parte da população, a transição para o digital já
virou rotina. Moradora de Americana, Marcela Ribeiro, de 33 anos, diz que
resolve tudo pelo celular. “Hoje eu resolvo tudo pelo celular, faço Pix, pago
conta e acompanho saldo sem sair de casa. Faz tempo que não entro em uma
agência”, relata a moradora, representando o perfil de cliente que praticamente
abandonou o atendimento presencial.
Em Hortolândia, o comportamento se repete entre quem se
adaptou à tecnologia. Wladimir de Oliveira estranhou, mas segue a tendência.
“No começo eu estranhei, mas agora uso o aplicativo para tudo. Só iria ao banco
se tivesse algum problema muito específico”, disse ao relatar a praticidade do
atendimento digital.
Já em Sumaré, clientes que mantêm o hábito de ir à agência
relatam dificuldade com a redução das unidades. “Eu ainda prefiro falar com
alguém no banco, principalmente quando o assunto é empréstimo, cartão ou algum
valor que não reconheço. Nem tudo dá confiança para resolver pelo telefone”,
conta uma aposentada que pediu para não ser identificada.
Os números das três cidades mostram que a transformação do
sistema bancário não acontece apenas nas grandes capitais, mas já muda a vida
de consumidores da região. Enquanto parte dos clientes incorporou de vez o
celular ao dia a dia, ainda há quem priorize o atendimento frente a frente.

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