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Orelhões da Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, no Jardim Planalto, em Nova Odessa, serão removidos

417 orelhões vão desaparecer das ruas de Sumaré e região a partir deste ano

Telefones públicos entram em fase final de desativação após a popularização dos celulares; fim das concessões acelera retirada das estruturas; Americana e Sumaré são cidades com maior número de orelhões ativos na região

Os tradicionais orelhões estão com os dias contados também nas seis cidades da área de cobertura do Tribuna Liberal. Dados oficiais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que 417 telefones públicos entrarão em processo de extinção em Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Paulínia, Nova Odessa e Americana, a partir de janeiro deste ano, encerrando um ciclo que marcou gerações.

Na região, ainda permanecem orelhões instalados, número que encolhe ano após ano com o avanço da telefonia móvel. O movimento acompanha a tendência nacional: em 2020, o Brasil ainda tinha cerca de 202 mil aparelhos; agora, restam aproximadamente 38 mil.

A desativação ocorre após o fim das concessões de telefonia fixa, encerradas em 2025. Com isso, empresas como Oi, Claro, Telefônica, Algar e Sercomtel deixaram de ter obrigação legal de manter os equipamentos. A retirada será progressiva e os aparelhos só permanecerão, até 2028, em localidades sem cobertura de celular no Brasil.

Segundo a Anatel, como contrapartida, as operadoras deverão direcionar investimentos para redes de banda larga e telefonia móvel, hoje predominantes na comunicação dos brasileiros. São 134 orelhões em Americana, 108 em Sumaré, 72 em Hortolândia, 41 em Paulínia, 38 em Nova Odessa e 24 em Monte Mor.

Criados em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões se tornaram um símbolo urbano brasileiro, famosos pelo design oval e pela eficiência acústica. Durante décadas, foram essenciais para ligações de emergência, chamadas a cobrar e contatos cotidianos.

Agora, diante de uma nova realidade tecnológica, os orelhões se despedem das ruas e passam a integrar a memória afetiva das cidades — um marco silencioso da transformação digital que mudou a forma de comunicação no país.

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