Economia
Aumento do preço do gás acontece de forma generalizada em Sumaré e Hortolândia

Gás de cozinha já ultrapassa R$ 130 na região, aponta pesquisa da ANP

Levantamento oficial mostra aumento contínuo desde o início deste ano, com alta de 7,5% no preço médio do botijão em apenas dois meses; conflito internacional entre EUA e Irã tem pressionado os custos do GLP importado

O preço do botijão de gás de cozinha 13kg está em alta em Sumaré e Hortolândia e já chega a R$ 130 e R$ 132, respectivamente, em ambas as cidades, segundo dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os números revelam que o aumento ocorreu de forma contínua entre janeiro e março de 2026, pressionando o orçamento de famílias.

Em Sumaré, segundo a ANP, o preço médio do botijão passou de R$ 104,89 em janeiro para R$ 112,77 em março, uma alta de 7,5% no período. Já o valor máximo encontrado nas revendas pesquisadas subiu de R$ 120 para R$ 130, indicando que o teto do produto também ficou mais caro na cidade nas últimas semanas.

Em Hortolândia, o movimento foi praticamente idêntico: a média passou de R$ 105,61 em janeiro para R$ 113,54 em março, também com aumento de 7,5%, enquanto o preço máximo saltou de R$ 122 para R$ 132.

Para moradores das duas cidades, a alta pesa no orçamento. A auxiliar de limpeza Ana Paula Lara, de Hortolândia, conta que o gás virou preocupação mensal. “Quando chega a hora de trocar o botijão já dá um aperto. Tudo está caro e o gás não tem como economizar, a gente precisa usar todos os dias”, relata.

Em Sumaré, o pedreiro Ivanildo Carlos Ferreira também sente o impacto. “Antes dava para comprar sem pensar muito, agora já precisa planejar, separar dinheiro para isso. Cada aumento faz diferença no fim do mês, ainda mais pra quem tem família grande”, afirma.

Os dados da ANP mostram que a alta não ficou restrita a um ou outro ponto de venda, mas apareceu de forma disseminada nas revendas pesquisadas nas duas cidades, indicando um movimento mais amplo de encarecimento ao longo do primeiro trimestre. A própria ANP informa, em suas sínteses de preços, que o comportamento do GLP é influenciado por diferentes etapas da cadeia, incluindo produção, importação, distribuição e revenda.

No caso do gás de cozinha, o preço pago pelo consumidor não depende de um único fator. Além dos valores praticados por produtores e importadores, entram na composição do preço final os custos de distribuição, revenda, transporte e demais despesas da cadeia de abastecimento. Documentos oficiais do setor também apontam que o mercado brasileiro de GLP envolve tanto produção interna quanto importação, o que torna o produto sensível a oscilações externas e logísticas.

Na região, em dois meses, o gás deixou a faixa dos R$ 105 e supera os R$ 113 na média, com valores máximos que ultrapassam os R$ 130.  Analistas apontam que os próximos movimentos de preços dependerão do cenário de guerra entre Estados Unidos e Irã, das tensões no Oriente Médio e de seus efeitos, mas o momento é de pressão sobre o básico item do orçamento doméstico.

 

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