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Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora

Coluna Olhar de Dentro

Raio X da saúde no Brasil: avanços, desafios e a realidade que cada um vive

A saúde pública no Brasil é um tema que toca diretamente a vida de todos nós. Quando funciona, ela dá segurança, dignidade e tranquilidade. Quando falha, o peso cai sobre as famílias, que se veem obrigadas a lidar com filas, atrasos e insegurança em momentos delicados. Por isso, olhar o cenário nacional com dados e equilíbrio é essencial para entender onde avançamos e onde ainda precisamos melhorar. 

Em 2025, alguns indicadores do SUS mostraram melhora. O país registrou o maior volume de cirurgias eletivas já contabilizado, com 14,7 milhões de procedimentos, um sinal de que filas foram reduzidas e mais pessoas conseguiram acesso ao atendimento. O orçamento da saúde também teve crescimento, com previsão de recursos robustos para sustentar a atenção primária e especializada, áreas fundamentais para prevenção e diagnóstico.

Outro ponto positivo foi a redução de aproximadamente 60 por cento nos casos prováveis de dengue em 2025, segundo o Ministério da Saúde, mostrando que ações de prevenção e controle podem funcionar quando há planejamento e mobilização. Além disso, a avaliação positiva do SUS cresceu nos últimos anos, com mais pessoas reconhecendo avanços em alguns aspectos do atendimento, o que reforça a importância de fortalecer aquilo que dá certo.

Mas esse raio X não pode ignorar os alertas. A crise de saúde mental tem se consolidado como uma das maiores preocupações atuais. Em 2025, o Brasil registrou aumento expressivo de benefícios por incapacidade ligados a transtornos mentais, como ansiedade e depressão, o que revela um adoecimento crescente da população e impactos diretos na vida das famílias e na produtividade do país.

E essa pressão não atinge apenas quem precisa de atendimento. Profissionais da saúde também enfrentam sobrecarga. Pesquisas apontam que uma parcela significativa dos médicos apresentou sinais de burnout, ansiedade ou depressão, o que mostra como o sistema precisa cuidar também de quem cuida.

Na saúde privada, outro desafio aparece com força. A inflação médica segue elevada e tende a continuar crescendo acima da inflação geral, tornando o acesso a planos e procedimentos cada vez mais pesado para muitas famílias. Ao mesmo tempo, o Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento populacional, o que muda o perfil das doenças mais comuns. Condições crônicas e neurológicas como Alzheimer e AVC tendem a crescer, exigindo mais estrutura, mais rede de cuidado e mais planejamento para que o sistema consiga acompanhar essa nova realidade.

Quando eu observo esse cenário, vejo pontos que precisam ser reconhecidos, como o aumento de atendimentos e o avanço em alguns indicadores, mas também desafios urgentes, especialmente na saúde mental, na valorização dos profissionais, no custo da saúde privada e na estrutura necessária para uma população cada vez mais longeva.

E eu deixo uma pergunta sincera ao leitor, que vale mais do que qualquer número. Como está a saúde pública para você, para sua família, para quem você ama e para a nossa cidade?

Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e fundadora do Grupo Aposerv, que há 16 anos se dedica aos serviços previdenciários administrativos. É Ex-Presidente da ACINO e atual Presidente do Lions Club de Nova Odessa.

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