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Juçara Rosolen é empresária, escritora e atual Presidente do Lions Clube de Nova Odessa

Coluna Olhar de Dentro

A festa que uniu as nações chega ao fim: e que venha a grande final

Depois de 39 dias de emoção, a Copa do Mundo de 2026 chega ao seu último capítulo. Neste domingo, dia 19, o MetLife Stadium, pertinho de Nova York, recebe a grande final entre a Argentina, atual campeã do mundo, e a Espanha. De um lado, a tradição de uma das seleções mais vitoriosas da história, embalada por uma geração que já escreveu seu nome na eternidade do futebol. Do outro, o toque de bola espanhol que encanta o mundo há décadas. Seja qual for o resultado, será um espetáculo à altura de tudo o que esta Copa nos proporcionou.

Para nós, brasileiros, é inevitável um aperto no coração. Infelizmente, não estamos na final, e ver a taça tão perto dos nossos vizinhos mexe com o nosso orgulho de país do futebol. Mas assim é o esporte. Ele não nos deve nada: nos dá alegrias imensas e, de tempos em tempos, nos ensina a perder. E talvez essa seja uma das suas lições mais valiosas, a de que a derrota não é o fim, é parte do jogo. Levantar, treinar e voltar mais forte: é isso que fazem os grandes times e pessoas.

E é justamente aqui que mora o que o esporte tem de mais precioso, especialmente para os nossos jovens. Muito além das medalhas e dos troféus, o esporte ensina o que nenhuma tela pode fazer: disciplina, trabalho em equipe, respeito ao adversário, paciência para evoluir e resiliência para recomeçar depois de um tropeço. Uma criança que pratica esporte aprende a ganhar com humildade e a perder com dignidade, entende que o talento sem esforço não leva a lugar nenhum, e descobre que fazer parte de um time é uma das melhores escolas para a vida em sociedade.

O esporte também protege. Jovens envolvidos com atividades esportivas criam vínculos saudáveis, ocupam o tempo com propósito e encontram referências positivas em treinadores e colegas. Cada quadra, campinho e projeto esportivo da nossa cidade é um investimento silencioso no futuro. Por isso, fica o convite aos pais e avós: incentivem os pequenos a praticar um esporte, qualquer que seja. Procurem os centros esportivos, as escolinhas e os projetos oferecidos em nossa cidade. E mais do que incentivar, valorizem e apoiem o esporte local. Eu procuro fazer a minha parte, apoiando iniciativas como o tênis e equipes de futebol de bairro, porque acredito que a juventude pode, além de achar uma oportunidade, também construir um futuro melhor.

Quanto à rivalidade com os argentinos, que ela siga onde sempre esteve: dentro de campo, com bom humor e respeito. No domingo, entre um palpite e outro, o que vale mesmo é reunir a família, fazer aquele almoço especial e se despedir com gratidão desta Copa que, por 39 dias, lembrou ao mundo que é possível competir com paixão e conviver em paz. E você, na sua opinião, quem leva a taça desta Copa?

Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e fundadora do Grupo Aposerv, que há mais de 17 anos se dedica aos serviços previdenciários administrativos. É ex-presidente da ACINO e atual Presidente do Lions Clube de Nova Odessa. 

 

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