Salário das mulheres é 84% do que se paga aos homens na RMC, diz estudo
Dados apontam que 57% dos novos contratos de trabalho são de
pessoas do sexo feminino; 70% dos novos empregados possuem ensino médio e remuneração média de R$ 2 mil
Paulo Medina | Tribuna Liberal
No mais recente Informativo Mensal sobre o Mercado de Trabalho na RMC (Região Metropolitana de Campinas), foram divulgados dados sobre o crescimento do emprego na região. No entanto, apesar dos avanços, uma disparidade de gênero continua evidente, revelando que o salário das mulheres permanece, em média, 84% em relação ao pago aos homens. É o que aponta estudo do Observatório da PUC-Campinas.
Embora 57% dos novos contratos tenham sido preenchidos por mulheres, a desigualdade salarial continua. Os dados revelam que, em média, as mulheres recebem 84% do salário pago aos homens. Essa discrepância, apesar de uma presença significativa de mulheres no mercado de trabalho, indica a necessidade contínua de abordar e corrigir disparidades salariais de gênero, segundo especialistas.
O tema, conforme especialistas, ainda reflete em “preconceito”, “patriarcado” e “desigualdade de gênero”. Por outro lado, a avaliação é de que os setores que mais empregam mulheres na região têm salários menores. Quanto à escolaridade, 70% dos novos contratados possuíam ensino médio, com uma remuneração média de R$ 2.017,31. A faixa etária mais demandada foi de 18 a 24 anos, representando 54% dos novos contratados, com uma remuneração média de R$ 1.870,92.
O informativo, liderado pela professora Eliane Navarro Rosandiski, do Observatório da PUC-Campinas, destaca que setembro registrou um saldo positivo de empregos na RMC, com 3.913 novos contratos de trabalho. Este desempenho superou as expectativas, ultrapassando o registrado no mesmo período do ano anterior. O acumulado do ano revela um saldo positivo de 33.990 novos postos de trabalho, sinalizando um impulso considerável na economia regional.
Analisando os setores responsáveis por esse crescimento, as atividades de serviços foram as mais dinâmicas, concentrando 68% das novas ocupações. O comércio (10,7%) e a Construção Civil (9,6%) também desempenharam papéis significativos, enquanto a indústria contribuiu com um saldo de 238 novos contratos.
Detalhando ainda mais, os segmentos mais dinâmicos no setor de serviços foram as atividades administrativas e complementares, responsáveis por 36,3% do saldo, seguido pelo transporte, armazenagem e correio, representando 9,9%.
As ocupações mais demandadas estavam associadas às funções de trabalhadores nos serviços de administração, seguidas por embaladores e alimentadores de linhas de produção. Esses dados fornecem uma visão abrangente do cenário atual do mercado de trabalho na RMC.
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