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Robinho foi condenado pela Justiça italiana pelo crime de estupro; unidade escolhida adota ressocialização

Robinho vai completar dois meses em presídio da região; SAP mantém sigilo sobre cela

Ex-jogador completa dois meses detido em unidade prisional de Limeira depois de transferência da Penitenciária 2 de Tremembé, chamada ‘cadeia dos famosos’; Estado não dá detalhes de custódia

O ex-jogador Robinho se aproxima de completar dois meses detido no Centro de Ressocialização de Limeira após deixar a Penitenciária 2 de Tremembé, conhecida nacionalmente por abrigar presos de grande repercussão, sendo “o presídio dos famosos”. 

A mudança de unidade ocorreu em 17 de novembro de 2025, por solicitação da defesa, conforme confirmou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que mantém sigilo sobre as condições em que o detento cumpre a pena, incluindo informações sobre a cela.

Em nota oficial, a SAP afirmou que dados relacionados à estrutura e ao funcionamento das unidades prisionais não são divulgados por “questões de segurança”.

Robinho estava preso na P2 de Tremembé desde março de 2024, após o início do cumprimento da pena imposta pela Justiça italiana, que o condenou pelo crime de estupro. A defesa vinha tentando a remoção do ex-atleta para outra unidade desde o fim de outubro, quando apresentou pedido ao Judiciário. Na ocasião, a solicitação foi negada, sob o argumento de que a transferência deveria ser tratada diretamente com a administração penitenciária.

Os advogados sustentaram que Robinho apresenta comportamento disciplinar adequado, não possui histórico de infrações dentro do sistema prisional e é réu primário, com uma única condenação criminal. Também foram sugeridas cidades do interior paulista para o novo local de custódia, entre elas Limeira, que acabou sendo escolhida.

O Centro de Ressocialização de Limeira adota um modelo prisional focado na reintegração social dos internos. A unidade prioriza a manutenção de vínculos familiares e oferece cursos de capacitação profissional, além de projetos em que os detentos participam de ações comunitárias.

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