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Protesto reacende debate sobre saneamento e cobrança de serviços; bairros sofrem com odores

Moradores de Hortolândia voltam a protestar contra mau cheiro da ETE Jatobá; Sabesp reajusta tarifa em 2026

Novo manifesto contra fortes odores da Estação de Tratamento de Esgoto foi realizado nesta sexta-feira (2); protesto ocorreu após promessas de solução anunciadas pela Sabesp; paralelamente, nova tarifa de água e esgoto entra em vigor

Moradores de Hortolândia voltam a se mobilizar contra o mau cheiro persistente da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) operada pela Sabesp. Um protesto pacífico ocorreu nesta sexta-feira (2), em frente ao portão da ETE, atrás do Condomínio Jatobá. Mais de 15 bairros sofrem com odores constantes.

Segundo os moradores dos bairros Jardim Jatobá, Residencial Franceschini e região, o odor intenso continua afetando a saúde, o bem-estar das famílias e o comércio local, apesar das promessas feitas pela concessionária no segundo semestre de 2025. Em agosto, a Sabesp anunciou obras emergenciais de limpeza e retirada do lodo das lagoas de decantação, apontadas como a principal causa do problema.

Na ocasião, a Sabesp informou que mais de 70% das obras estavam concluídas, com prazo até 30 de setembro para finalizar a primeira etapa, ao custo aproximado de R$ 28 milhões, além da promessa de antecipar para 2027 a entrega de uma nova ETE totalmente selada.

Passados meses, moradores afirmam que o mau cheiro ainda persiste, o que motivou a retomada dos protestos. “É uma situação que já dura anos. Promessas foram feitas, mas o problema continua”, relataram participantes do movimento.

TARIFA DE ÁGUA

Enquanto a população cobra soluções ambientais, a Sabesp passou a aplicar, desde 1º de janeiro de 2026, a nova tarifa de água e esgoto em cidades atendidas pela companhia, incluindo Paulínia, Monte Mor e Hortolândia. Segundo a empresa e a Arsesp, o reajuste considera apenas a inflação do período, sem aumento real para o consumidor.

A Sabesp afirma que a tarifa atual é cerca de 15% menor do que seria praticada caso a empresa tivesse permanecido estatal. Em 2026, o valor residencial médio passa a ser de R$ 6,40 por metro cúbico, contra R$ 7,36 projetados no modelo anterior. A companhia também destaca investimentos de R$ 10,4 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, com foco na universalização do saneamento.

Para os moradores, no entanto, o debate vai além dos números. “Não basta investir e reajustar tarifa. Queremos resultado concreto, sem mau cheiro e com respeito à população”, afirmaram. A expectativa é que a manifestação desta sexta reacenda a cobrança por prazos cumpridos e soluções definitivas.


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