Em meio a conflito e prisão, região abriga ao menos 524 venezuelanos
Americana concentra maior número de moradores vindos do país vizinho, com 342 pessoas, seguida por Hortolândia, com 106 venezuelanos; maioria de estrangeiros está nas áreas urbanas, no trabalho informal e requer serviços públicos
As cidades de Americana, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa
e Sumaré abrigam ao menos 524 venezuelanos, segundo dados do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes ao Censo 2022 e de
prefeituras. O número ganha relevância diante do agravamento da crise política
e militar na Venezuela, que voltou ao centro do noticiário internacional nos
primeiros dias de 2026 com a prisão do ditador Nicolás Maduro, realizada pelos
Estados Unidos.
Americana concentra a maior comunidade venezuelana da
região, com 342 moradores. Em seguida aparecem Hortolândia, com 106 pessoas,
Nova Odessa, com 45, Sumaré, com 22, e Monte Mor, com nove. Em Paulínia, não
houve registro oficial de venezuelanos no recorte analisado pelo instituto. Os
dados consideram estrangeiros desde 2017 morando na região.
O cenário internacional ganhou novos contornos após a
captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças especiais dos
Estados Unidos. Imagens exibidas por emissoras de TV mostraram Maduro
desembarcando escoltado no aeroporto de Stewart, no estado de Nova York, após
uma operação militar que ocorreu em Caracas no sábado (3). O caso repercutiu
mundialmente.
Segundo informações divulgadas pela imprensa
norte-americana, Maduro e a esposa, Cília Flores, foram encaminhados a
Manhattan para procedimentos judiciais, sob acusações de tráfico internacional
de drogas — alegações que, até o momento, não tiveram provas apresentadas. O
presidente venezuelano declarou-se inocente perante a Justiça dos EUA.
A escalada do conflito e a instabilidade institucional na
Venezuela geram apreensões sobre novas ondas migratórias para países vizinhos e
também para o Brasil. Especialistas em migração avaliam que regiões do interior
paulista, que já contam com comunidades venezuelanas estabelecidas, podem
voltar a ser destino de famílias em busca de refúgio, trabalho e acesso a
serviços básicos.
ÁREAS URBANAS
Nos municípios da região, a presença de venezuelanos tem se
concentrado principalmente em áreas urbanas, com inserção no mercado de
trabalho informal e demanda por políticas públicas nas áreas de saúde, educação
e assistência social.
O poder público acompanha o cenário internacional, avaliando
possíveis impactos caso a crise no país sul-americano se aprofunde.
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