Após flagrante em Sumaré, custo por furto de energia pode ser repassado, diz CPFL Paulista
Após a prisão em flagrante de 15 pessoas por furto de energia elétrica em condomínios de Sumaré nesta quarta-feira (14), a CPFL Paulista alertou que os prejuízos causados pelas ligações clandestinas podem acabar sendo repassados a toda a população nos próximos reajustes tarifários, além de representarem riscos à segurança da rede e dos moradores.
De acordo com a concessionária, foram identificadas ligações
diretas na rede e adulterações em medidores de energia, práticas conhecidas
popularmente como “gatos”. As irregularidades foram encontradas nos bairros
Jardim Conceição e Jardim das Águas, onde o fornecimento clandestino foi
imediatamente interrompido.
Em nota, a CPFL alertou que, além de colocar em risco a
segurança da rede elétrica e da população, o furto de energia gera prejuízos
que podem acabar sendo repassados a todos os consumidores. “Os custos oriundos
deste desvio podem ser repassados à população quando houver reajustes nas
tarifas”, informou a empresa, que orienta denúncias anônimas pelos canais
oficiais.
A operação, liderada pelo delegado Bruno Ramaldes Puppim,
titular do 3º Distrito Policial, foi desencadeada a partir de uma denúncia
anônima que apontava dezenas de irregularidades nos condomínios Residenciais
Águas de Lindóia e Águas de Santa Bárbara. A informação inicial indicava ao
menos 55 ligações clandestinas.
Após a constatação das irregularidades, os locais passaram
por perícia realizada por profissionais do Instituto de Criminalística de São
Paulo. Em seguida, os responsáveis foram conduzidos para depoimento. Parte dos
suspeitos foi localizada dentro dos próprios apartamentos e outros em seus
locais de trabalho.
Os detidos sem antecedentes criminais tiveram direito à
liberdade provisória mediante pagamento de fiança, enquanto outros foram
encaminhados à Cadeia Pública de Sumaré. Os casos foram formalmente
denunciados.
O furto de energia é crime previsto no Código Penal, com
pena que pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. Em situações de
fraude em medidores, também pode haver enquadramento por estelionato.
A CPFL reforçou que a colaboração da população é essencial
para coibir práticas ilegais que prejudicam o sistema elétrico e a
coletividade.

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