Americana aguarda decisão sobre a produção de provas contra Área Azul
Prefeitura mantém investigação a respeito de possíveis irregularidades no contrato e busca perícia técnica para comprovar descumprimento de acordo; suspensão do serviço foi derrubada por decisão do TJ-SP em dezembro
A Prefeitura de Americana aguarda decisão da Justiça sobre a
ação de produção antecipada de provas contra o contrato da Área Azul, serviço
de estacionamento rotativo operado pela concessionária Estapar na cidade. O
objetivo da medida é permitir que um perito judicial realize a coleta técnica
de provas para confirmar indícios de irregularidades apontados pela comissão de
apuração instaurada pelo município. A ação foi movida pela própria prefeitura.
Segundo a prefeitura, a ação foi protocolada após o prefeito
Chico Sardelli (PL) determinar, em dezembro, a suspensão do contrato, ao
identificar possível descumprimento da cláusula que proíbe o uso de veículos
para fiscalização das vagas. Conforme a prefeitura, os indícios levantados
justificam a necessidade de perícia independente para preservar o interesse
público e a legalidade do serviço.
No entanto, a suspensão prevista para entrar em vigor em 1º
de janeiro foi derrubada por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo (TJ-SP). Durante o plantão judicial, o desembargador Henrique Harris
Júnior acolheu agravo apresentado pela concessionária e determinou a manutenção
do contrato até a conclusão da análise judicial.
Com isso, a cobrança da Área Azul permanece ativa em
Americana. A prefeitura informou que irá recorrer da decisão, mas reforçou que,
enquanto não houver novo posicionamento do Judiciário, os motoristas devem
validar o estacionamento normalmente, seja pelos parquímetros instalados na
cidade ou pelo aplicativo Zul+.
A administração também orienta que, em caso de notificação
por falta de validação do ticket, a regularização pode ser feita em até 72
horas para evitar multa. Já a tolerância de 15 minutos só é válida quando o
estacionamento é ativado e cancelado pelo aplicativo dentro desse prazo.
Enquanto o processo segue sem despacho definitivo, a
produção antecipada de provas é fundamental para esclarecer os fatos e embasar
futuras decisões administrativas ou judiciais sobre a continuidade ou eventual
rescisão do contrato da Área Azul em Americana.
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