Educação
Sumaré soma 7.869 pessoas com mais de 15 anos não alfabetizadas

Sumaré incentiva matrículas na EJA como ‘entrada’ para oportunidades

A Prefeitura de Sumaré incentiva a matrícula na Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade voltada a pessoas que não concluíram o ensino básico na idade regular e desejam retomar os estudos.

O processo de inscrição segue o mesmo modelo da rede municipal de ensino e pode ser realizado diretamente nas escolas que oferecem EJA ou de forma online, pelo site: https://www.academicitl.com.br/inscricao/proeb/Index.aspx.

Atualmente, Sumaré oferece EJA nas seguintes unidades escolares: EMEF Professora Flora Ferreira Gomes, EM Professora Anália de Oliveira Nascimento, Escola Municipal Profa. Nilza Thomazini e Escola Municipal Professora Eliana Minchin Vaughan.

Para realizar a matrícula nas escolas, é necessário apresentar os seguintes documentos: RG ou CNH, cópia da certidão de nascimento ou casamento, comprovante de endereço e histórico escolar ou declaração de transferência (se houver).

Para o secretário municipal de Educação, Lucas Gomes, a EJA é uma oportunidade de recomeço. “A Educação de Jovens e Adultos é uma chance real de transformação. Estamos de portas abertas para acolher quem deseja voltar a estudar, concluir sua formação e ampliar suas possibilidades pessoais e profissionais”, afirmou o secretário.

A Educação de Jovens e Adultos é uma política pública essencial diante do cenário nacional. De acordo com o Censo 2022, 66,6 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais estão fora da escola sem concluir o ensino básico, e 11,4 milhões ainda são analfabetos. Os dados mostram que a EJA não atende apenas adultos mais velhos: a maioria dos estudantes tem menos de 40 anos, e mais de 600 mil alunos com menos de 20 anos estavam matriculados nessa modalidade em 2024, segundo o Censo Escolar.

Além do impacto educacional, concluir a EJA também traz resultados diretos na vida profissional. Pesquisas recentes do Ministério da Educação apontam que a escolarização pode gerar aumento de até 16% na renda, além de ampliar a empregabilidade e a formalização no mercado de trabalho, com destaque para os ganhos obtidos já na fase de alfabetização.

Em Sumaré, dados do IBGE (Censo 2022) indicam que o município possui 7.869 pessoas com mais de 15 anos não alfabetizadas. Como resposta, a cidade aderiu em 2024 ao Pacto EJA (Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos), fortalecendo ações voltadas à redução do analfabetismo e à retomada dos estudos.


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