Educação
Arte-educadora Marina Costa apresenta conto infantil inspirado no orixá Oxumaré

Escola de Monte Mor recebe contação de história e educação antirracista

Idealizado pela arte-educadora Marina Costa, com apoio da Prefeitura de Indaiatuba e da Prefeitura de Monte Mor, o projeto “Dan, o que conta o arco-íris” promove vivências de arte e cultura de matriz africana como meio de fortalecer a identidade negra. 

Neste ano, a iniciativa chega a sua terceira edição e, além de oficinas abertas ao público, que acontecem em Indaiatuba, traz uma nova proposta: levar a experiência às escolas. Na sexta-feira (17), o projeto contemplado pelo edital nº 27/2024 do ProAc faz uma apresentação especial na Escola Municipal Leonardo Rodrigues da Silva, às 10h, em Monte Mor. 

O evento integra a comemoração antecipada do Dia Nacional do Livro Infantil e é parte da programação que celebra o aniversário da Biblioteca Pública José Maluf.

“Por meio da apreciação estética do conto, e da experiência da música e da dança, colaboramos com a desconstrução de toda forma de preconceito em relação à cultura de matriz africana, e com o combate ao racismo religioso, dentro e fora das escolas”, explica a artista que também é pedagoga.

DAN NAS ESCOLAS

Ao lado dos músicos Lucas Almeida (cavaquinho) e Flávio Lima (percussão), Marina Costa usa a oralidade e corporeidade para transmitir valores civilizatórios africanos e afro-brasileiros para os alunos e toda a comunidade escolar, com o propósito de combater o racismo nesse contexto.

A história, com elementos da mitologia iorubá, narra o desequilíbrio do mundo a partir do desentendimento entre os orixás Olodumáre e Onilê. Para restabelecer a harmonia universal, Oxumarê, representado em forma de arco-íris, é convocado.

“Trabalhar o universo mítico dos orixás por meio da arte é uma forma potente de ampliar repertórios culturais e contribuir para o combate ao racismo, porque ao conhecer essas narrativas, educadores e alunos são convidados a refletir sobre a importância das tradições afro-brasileiras na formação da sociedade”, argumenta.

Todas as atividades do projeto têm classificação livre e são oferecidas gratuitamente, com acessibilidade em Libras. A produção é assinada por Bendita Maria e é uma realização do ponto de cultura Do Corpo do Conto.


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