Carnaval de Monte Mor é marcado por segurança e combate à clandestinidade
Prefeitura realiza festa após regulamentar e organizar os espaços públicos na Avenida Ayrton Senna e na Praça Guga Bianco; apenas empreendimentos credenciados puderam atuar; cidade adota reconhecimento facial para prevenção
O Carnaval de Monte Mor 2026 foi marcado por forte esquema de segurança e ações contra a clandestinidade, após a prefeitura decretar diretrizes para a realização da festa no município.
Assinado pelo prefeito
Murilo Rinaldo (PP), o documento regulamentou o comércio, instituiu a Praça de
Alimentação Oficial e reforçou o ordenamento dos espaços públicos, garantindo
mais organização para foliões e moradores.
Além disso, a prefeitura adotou ferramenta de reconhecimento
facial para identificar pessoas com mandado de prisão em aberto, auxiliando na
prevenção de crimes.
De acordo com o decreto, a programação oficial ocorreu nos dias 14 e 15 de fevereiro. No dia 14, as festividades foram realizadas na Avenida Ayrton Senna da Silva e também na Praça Guga Bianco. No dia 15, o evento voltou a acontecer na Avenida Ayrton Senna da Silva.
A coordenação, organização e execução do Carnaval ficaram sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, que também definiu a delimitação do núcleo oficial da festa — área destinada às apresentações artísticas, concentração de público e instalação de estruturas.
Um dos principais pontos do decreto foi a regulamentação do
comércio dentro do núcleo oficial. Foi instituída a Praça de Alimentação
Oficial, composta exclusivamente por empreendimentos credenciados por meio de
edital de chamamento público. Apenas puderam exercer atividade comercial
moradores habilitados e homologados. A autorização teve caráter pessoal e
intransferível.
O decreto também estabeleceu uma série de proibições com foco na segurança do público. Ficou vetada a venda ou o fornecimento de bebidas em recipientes de vidro, bem como a entrada de garrafas, copos ou qualquer objeto cortante. Também permaneceu proibida a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos ou por menores de idade.
Além disso, a cidade proibiu a
atuação de guardadores informais, conhecidos como “flanelinhas”, a cobrança
indevida por estacionamento e qualquer forma de exploração econômica clandestina
durante o evento.
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