Saúde
Agentes intensificam combate ao Aedes aegypti e reforçam orientação aos moradores de Hortolândia

Inverno faz Hortolândia registrar alto índice larvário e 120 casos de dengue

Análise de Densidade Larvária apresenta Índice de Breteau de 3,5 no município em meio a inverno mais chuvoso; Prefeitura intensifica ações contra o Aedes aegypti e reforça apelo para eliminação de criadouros nas residências

O inverno mais chuvoso deste ano acendeu um sinal de alerta em Hortolândia. A Prefeitura divulgou que a Análise de Densidade Larvária (ADL), realizada neste mês pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), apontou Índice de Breteau de 3,5, considerado elevado para o período e indicativo de maior circulação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Paralelamente, o município contabiliza 120 casos positivos de dengue em 2026, embora não tenha registrado nenhuma morte pela doença até o momento.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o levantamento mostrou um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice era de apenas 0,8. Para o veterinário da UVZ, Evando Alves Cardoso, o comportamento climático foi determinante para o resultado. De acordo com ele, as chuvas registradas durante o inverno favoreceram o acúmulo de água em recipientes encontrados nas residências, permitindo o desenvolvimento de larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

A ADL é um levantamento técnico realizado por amostragem para identificar a quantidade de imóveis com focos do mosquito. Durante a ação, equipes da UVZ visitaram aproximadamente 3 mil residências distribuídas pelas cinco regiões de Hortolândia. Os quarteirões percorridos foram definidos por sorteio, garantindo uma análise representativa da situação epidemiológica do município.

Nas visitas, os agentes recolhem e identificam larvas encontradas em recipientes com água parada para calcular o Índice de Breteau, indicador utilizado nacionalmente para medir o risco de proliferação do Aedes aegypti. Pela classificação adotada, índices entre zero e um representam baixo risco; entre um e quatro, risco médio; e acima de quatro, situação considerada alta. Em janeiro deste ano, Hortolândia havia registrado índice de 8,2, evidenciando redução ao longo dos últimos meses, embora o atual resultado ainda exija atenção das autoridades sanitárias e da população.

A Prefeitura destaca que o levantamento serve como ferramenta para direcionar as ações de combate ao mosquito. Com base nos dados obtidos, as equipes definem regiões prioritárias para intensificar vistorias, eliminar focos e ampliar o trabalho de conscientização junto aos moradores.

Nesta semana, agentes da UVZ realizam a operação casa a casa nos bairros Jardim Mirante de Sumaré, Parque Gabriel e Parque São Miguel. Durante as visitas, os profissionais eliminam possíveis criadouros, orientam moradores sobre medidas preventivas e verificam recipientes que possam acumular água. Conforme a UVZ, cerca de 80% dos focos do mosquito continuam sendo encontrados dentro das residências, tornando a participação da população decisiva para reduzir o risco de novos casos.

A administração municipal reforça o pedido para que os moradores permitam a entrada das equipes devidamente identificadas com uniforme e crachá. Em caso de dúvida, a autenticidade da visita pode ser confirmada pelos telefones (19) 3897-3312 ou (19) 3897-5974.

CHIKUNGUNYA

O balanço epidemiológico de 2026 mostra que Hortolândia registra 2.002 notificações de dengue, das quais 120 foram confirmadas, sem ocorrência de óbitos. Em relação à chikungunya, o município contabiliza 26 notificações, mas nenhum caso confirmado. Já para zika vírus, não houve notificações neste ano.

Além das ações de fiscalização e eliminação de criadouros, a Prefeitura mantém disponível a vacinação contra a dengue nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 7h30 às 15h30. Para ampliar o acesso da população, sete unidades funcionam com horário estendido durante a semana. A Secretaria de Saúde reforça que a combinação entre vacinação, eliminação da água parada e colaboração da comunidade continua sendo a principal estratégia para evitar o avanço da doença na próxima temporada de primavera e verão.

 

 

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