Hospital Estadual Sumaré identifica 12 pacientes internados com a bactéria KPC
Secretaria de Estado informou que casos foram detectados em exames de rotina e não configuram, neste momento, infecção ativa; entre as medidas adotadas estão isolamento, sinalização específica e uso de equipamento exclusivo
O Hospital Estadual Sumaré (HES) confirmou que 12 pacientes
internados na unidade foram identificados, ao longo do mês de março, como
portadores da bactéria KPC, conhecida pela resistência a antibióticos, e isolou
tais pacientes. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde
ao Tribuna Liberal.
Segundo a pasta, os casos foram detectados durante exames de
rotina realizados na unidade. A Secretaria relatou que a presença da bactéria,
neste contexto, não significa que os pacientes estejam com infecção ativa.
Ainda de acordo com o Estado, nenhum deles apresentou sintomas, doença
associada ou quadro infeccioso em andamento, motivo pelo qual não houve
indicação de uso de antibióticos.
O HES informou que mantém todas as medidas de prevenção e
controle por precaução. Entre os protocolos adotados estão o isolamento dos
pacientes identificados, sinalização específica, utilização de equipamentos
exclusivos para assistência, uso obrigatório de equipamentos de proteção
individual pelas equipes de saúde e reforço na limpeza e desinfecção dos
ambientes hospitalares.
A unidade também afirmou que segue com abastecimento regular de insumos e com a capacitação contínua dos profissionais, como forma de manter o controle e evitar possíveis transmissões dentro do ambiente hospitalar. A identificação de pacientes colonizados por bactérias multirresistentes reforça a importância da vigilância hospitalar e dos protocolos preventivos, especialmente em unidades que concentram casos de maior complexidade e pacientes mais vulneráveis.
“Embora se tratem de casos antigos, a unidade mantém, por
precaução, todos os protocolos de prevenção e controle, como isolamento dos
pacientes, sinalização específica, uso de equipamentos exclusivos, adoção
obrigatória de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelas equipes
assistenciais e reforço na limpeza e desinfecção dos ambientes. O hospital
também assegura o abastecimento de insumos e a capacitação contínua dos
profissionais”, afirmou o Estado.
Na região, outro caso semelhante já havia chamado atenção em março. O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, confirmou a identificação de um paciente internado na UTI 1 contaminado com a bactéria KPC. Na ocasião, a unidade informou que adotou medidas de contingência, reorganizou temporariamente o funcionamento das alas intensivas e reforçou os protocolos de controle de infecção para evitar transmissão cruzada.
MORTES
No início de abril, Campinas registrou a morte de dois
pacientes internados na UTI do Hospital Municipal Mário Gatti por contaminação
com a bactéria KPC. A prefeitura afirmou que os pacientes estavam com a
bactéria, mas a causa morte não foi diretamente a KPC.

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