Saúde
Ultrassom revelou que o feto continuava vivo cerca de um mês após a curetagem no HES

HES abre sindicância depois de paciente passar por curetagem e descobrir feto vivo em Sumaré

Paciente passou por curetagem após receber diagnóstico de aborto e descobriu, cerca de um mês depois, que o feto continuava vivo, mas estava sem líquido amniótico; HES apura internamente

O Hospital Estadual Sumaré (HES) abriu uma sindicância para apurar o atendimento prestado a uma paciente que afirma ter sido submetida a uma curetagem após receber diagnóstico de aborto espontâneo. Semanas depois do procedimento, um novo exame indicou que a gestação continuava e que o feto apresentava atividade cardíaca.

A investigação interna deverá analisar as circunstâncias do atendimento e a conduta adotada pela equipe médica. O hospital poderá tomar as medidas cabíveis caso sejam identificadas irregularidades.

Segundo relato da mulher, o diagnóstico inicial de perda gestacional teria sido feito sem a realização de uma ultrassonografia. A partir dessa avaliação, ela foi encaminhada para a curetagem, procedimento utilizado para a retirada de conteúdo do interior do útero em determinadas situações clínicas.

A paciente afirma que deixou o hospital acreditando que a gravidez havia sido interrompida. A situação mudou cerca de um mês depois, quando precisou fazer um teste de gravidez antes de receber um anticoncepcional injetável. O resultado voltou a indicar gestação. 

Com o teste positivo, ela procurou atendimento e realizou uma ultrassonografia de urgência. O exame mostrou um feto vivo, com frequência cardíaca de 157 batimentos por minuto e peso estimado em 170 gramas. Além da manutenção da gestação, porém, o exame apontou ausência total de líquido amniótico. A substância envolve o bebê durante a gravidez e desempenha papel importante na proteção e no desenvolvimento fetal.

A mulher relatou que, durante o novo atendimento, foi informada por profissionais sobre a possibilidade de o procedimento realizado anteriormente estar relacionado à perda do líquido amniótico. Segundo sua versão, a bolsa gestacional poderia ter sido atingida durante a curetagem.

Ela também recebeu explicações sobre os riscos envolvidos no quadro e sobre as dificuldades para o desenvolvimento da gestação nessas condições. Mesmo diante das orientações médicas, decidiu prosseguir com a gravidez.

Agora, a apuração aberta pelo HES deverá esclarecer como ocorreu o diagnóstico inicial, quais exames foram realizados antes da curetagem e se os protocolos adotados pela equipe responsável pelo atendimento foram cumpridos.

“O Hospital Estadual Sumaré (HES) lamenta o ocorrido e informa que abriu uma sindicância para apurar a conduta da equipe relacionada ao atendimento prestado à paciente”, diz.

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