Diabetes é causa de alta de amputações entre moradores e gera alerta na região
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta avanço dos casos de amputações relacionadas à doença no Departamento Regional de Saúde; especialistas pedem diagnóstico precoce, controle da glicemia e atenção com pés
As complicações provocadas pelo diabetes voltaram a
preocupar profissionais da saúde na região. Dados da Secretaria de Estado da
Saúde mostram que, em 2025, foram realizados 591 procedimentos de amputação
associados à doença nos municípios que integram o Departamento Regional de
Saúde (DRS) VII. O número representa um aumento de 32,8% em relação ao ano
anterior, quando haviam sido registrados 445 casos, além de configurar o maior
volume dos últimos cinco anos.
O crescimento foi significativamente superior ao observado
em amputações provocadas por outras enfermidades, malformações ou neoplasias.
Enquanto esses procedimentos apresentaram uma elevação discreta, os casos
ligados ao diabetes responderam pela maior parte do avanço registrado no
período.
Quando analisadas todas as causas, a região contabilizou
1.824 amputações em 2025, contra 1.656 no ano anterior. O levantamento também
revela que pés, tornozelos e dedos concentram aproximadamente 80% das cirurgias
realizadas entre 2020 e 2025, confirmando que os membros inferiores continuam
sendo os mais vulneráveis às complicações da doença.
Outro dado que chama atenção é o perfil dos pacientes. A
maior parte das amputações ocorreu em pessoas com 60 anos ou mais,
especialmente entre idosos acima de 75 anos. Especialistas explicam que as
complicações do diabetes costumam surgir após muitos anos de evolução da
doença, tornando o envelhecimento um fator importante para esse cenário.
Segundo endocrinologistas, a amputação não é uma
consequência inevitável do diabetes. O procedimento normalmente ocorre quando
lesões nos pés passam despercebidas devido à perda de sensibilidade causada
pela neuropatia diabética. Sem tratamento adequado, pequenos ferimentos podem
evoluir para infecções graves, comprometendo a circulação e tornando necessária
a retirada parcial do membro.
Entre os fatores que ajudam a explicar o aumento estão o
crescimento do número de pessoas vivendo com diabetes, o diagnóstico tardio, o
controle inadequado da glicemia e a dificuldade de acesso ao acompanhamento
especializado. A orientação é que pacientes mantenham consultas regulares,
façam inspeção diária dos pés, utilizem calçados adequados e procurem
atendimento médico ao identificar qualquer ferida ou alteração.

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