Saúde
Agentes vistoriam imóveis, coletam larvas e mapeiam pontos de risco de Sumaré

Controle de Arboviroses realiza o 1º Índice Breteau de 2026 em Sumaré

Levantamento aponta áreas de risco e reforça ações de combate ao Aedes aegypti ao medir presença de larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika; cidade só tem 18 casos no ano e nenhuma morte até agora

O Controle de Arboviroses da Secretaria de Saúde de Sumaré realizou a ADL (Avaliação de Densidade Larvária), correspondente ao primeiro Índice de Breteau de 2026. O levantamento identifica a presença e a densidade larvária do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

As equipes já atuaram na região do Matão. A partir dos dados coletados, o município mapeia o cenário epidemiológico e define as áreas de maior risco para intensificação das medidas de controle. A pesquisa contempla todas as regiões da cidade.

Durante as visitas, os agentes de endemias vistoriam imóveis e coletam larvas quando identificadas. O trabalho integra o conjunto de ações permanentes de enfrentamento ao mosquito, especialmente neste período de chuvas e elevação das temperaturas, condições que favorecem a proliferação do vetor.

“É fundamental que a população receba as equipes e mantenha os cuidados preventivos. A destinação correta de resíduos também tem papel decisivo. O descarte irregular de lixo e entulhos amplia os criadouros e impacta diretamente os índices da doença”, destacou o secretário de Saúde, Frederico Almeida.

Além da ADL, os agentes realizaram aplicação de larvicida com nebulizadores costais nos bairros Florelly, Dall’Orto e Parque da Amizade. Ao longo do ano, as equipes do Controle de Arboviroses mantêm visitas domiciliares, busca ativa de casos suspeitos e positivos, verificação de quintais, aplicação de larvicidas quando necessário, retirada de materiais inservíveis e entrega de telas milimétricas. Os moradores também recebem orientações sobre sintomas e medidas de prevenção. Até o momento, o município registrou 167 notificações, com 18 casos positivos de dengue e nenhum óbito em decorrência da doença em 2026.

Para reduzir os criadouros do Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde orienta medidas simples e eficazes como manter caixas d’água sempre fechadas e vedadas; limpar calhas e eliminar obstruções que acumulem água; evitar água parada em lajes e superfícies externas; lavar semanalmente recipientes de armazenamento de água; preencher pratinhos de plantas com areia até a borda; guardar garrafas de boca para baixo; descartar corretamente lixo e pneus inservíveis; e não jogar resíduos em terrenos baldios.

“A participação da população é essencial para o controle do mosquito e redução dos casos de arboviroses”, disse a prefeitura.

 


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