Política
Projeto tem objetivo de romper ciclo de dependência econômica que as vítimas têm de seus agressores

Vereadores aprovam política de contratação de mulheres violentadas em Americana

Projeto cria política municipal voltada à inserção profissional de mulheres em situação de violência doméstica e prevê parcerias do poder público com empresas para oferta de vagas e capacitação; texto estabelece sigilo e proteção de dados; proposta de alta salarial de procuradores foi aprovada

A Câmara de Americana aprovou, por unanimidade e em primeira discussão, o Projeto de Lei 1/2026, de autoria da vereadora Jacira Chávare (Republicanos), que institui política municipal de incentivo à contratação de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A proposta estabelece diretrizes para estimular a inserção e reinserção dessas mulheres no mercado de trabalho, como forma de promover autonomia financeira e fortalecimento social.

O texto considera como beneficiárias as mulheres enquadradas na Lei Federal nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que estejam em situação de risco. Entre os principais objetivos da política estão a ampliação de oportunidades de emprego, a promoção de capacitação profissional, o desenvolvimento de habilidades e a sensibilização do setor empresarial sobre o papel social no enfrentamento à violência doméstica.

A legislação autoriza o prefeito Chico Sardelli (PL) a firmar convênios, acordos de cooperação e termos de adesão com empresas e entidades privadas sediadas no município. As parceiras deverão oferecer vagas de trabalho, garantir ambiente profissional seguro e respeitoso e colaborar com a preservação do sigilo das trabalhadoras. O projeto também prevê medidas específicas para proteger dados pessoais, como endereço residencial e local de trabalho, reforçando a segurança das beneficiárias.

A vereadora argumentou que a dependência econômica é um dos principais fatores que mantêm mulheres em relacionamentos abusivos. Segundo ela, a proposta busca oferecer uma alternativa concreta de reconstrução de vida por meio da independência financeira. A parlamentar destacou que a iniciativa não se limita à geração de emprego, mas representa um instrumento de restauração da “cidadania e da dignidade”.

FOGOS DE ARTIFÍCIO

Durante a mesma sessão, os vereadores também aprovaram em primeira discussão o projeto que proíbe a venda, armazenamento e transporte de fogos de artifício com efeito sonoro no município, ampliando restrições já existentes quanto ao uso. Outro destaque foi a aprovação das diretrizes para a estratégia municipal de transformação digital e implementação de políticas voltadas ao conceito de cidades inteligentes.

SALÁRIO DE PROCURADORES

Em segunda discussão, foi aprovado o projeto do Poder Executivo que altera a nomenclatura e redefine atribuições do cargo de procurador jurídico do município, com quatorze votos favoráveis, três contrários e uma ausência.

O projeto libera reajuste de 64% no salário-base dos procuradores jurídicos do município. Na prática, o salário-base dos 21 procuradores passa dos atuais R$ 10.269,39 para R$ 16.894,02.


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