Número de moradores em situação de rua tem queda de 58% em Hortolândia
Dados públicos apontam a redução entre 2023 e 2026 e indicam 123 pessoas em situação de rua atualmente na cidade; serviços de acolhimento social e políticas locais foram intensificados nos últimos anos, de acordo com municipalidade
Entre 2023 e 2026, o número de moradores em situação de rua em Hortolândia registrou uma queda de 58,8%, reduzindo de 299 para 123 pessoas. Os dados refletem o impacto das políticas públicas voltadas ao acolhimento e à assistência social no município. De acordo com levantamento recente da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social, foram abordadas 123 pessoas em situação de rua, embora 30 delas tenham optado por não responder à pesquisa.
Entre os que participaram, a maioria apontou o uso de drogas e conflitos familiares — muitas vezes associados à dependência química — como principais fatores que levaram à situação de vulnerabilidade. O estudo também revela que grande parte dessa população mantém algum vínculo familiar: 58 pessoas têm familiares em Hortolândia, enquanto outras 33 possuem parentes em cidades da região.
PENSAMENTO SUICIDA
Outro dado que chama atenção é a saúde mental desse grupo —
entre os entrevistados, 32 de 82 relataram pensamentos suicidas, mostrando a
complexidade do problema e a necessidade de ações integradas.
Atualmente, o município conta com uma rede de atendimento
que inclui o Centro POP (Centro de Referência Especializado para a População de
Rua), a Casa de Passagem, o Acolhimento Institucional e o SEAS (Serviço
Especializado em Abordagem Social). Esses serviços atuam no acolhimento,
encaminhamento e reinserção social das pessoas em situação de rua.
A discussão sobre o tema mobilizou o Legislativo municipal. Os vereadores da Câmara de Hortolândia se reuniram com a Secretaria de Inclusão para debater a situação e conhecer os dados atualizados. Participaram do encontro o presidente da Câmara, Daniel Laranjeira, além dos vereadores Nei Prazeres, Cesinha Brasil, Clemilton Silva, Derli, Dionatan Domingues, Paulão, Régis da Serralheira e Professora Roberta Diniz.
Também estiveram presentes representantes da Secretaria,
como a secretária Maria dos Anjos Assis Barros, o diretor Jesus José Ribeiro da
Costa, o secretário-adjunto Leni Pauliuki, além de técnicos da
área.
Durante a reunião, foi destacada a necessidade de ações intersetoriais envolvendo diferentes áreas da prefeitura para elevar a eficácia de políticas públicas e evitar o aumento desse contingente nas ruas. “Esse trabalho não é apenas da Secretaria de Inclusão, é preciso de uma abordagem intersetorial dentro da prefeitura”, comentou Maria dos Anjos.
Os vereadores apontaram que reclamações de munícipes em
relação aos moradores em situação de rua não param de chegar. “Em 2023,
tínhamos 299 moradores de rua e hoje temos 123, mas parece que são mais, porque
não param de chegar reclamações para os vereadores. Precisamos orientar os
munícipes sobre os principais serviços oferecidos aqui na cidade, para que eles
vejam o serviço que está sendo feito, que a prefeitura tem agido”, comentou o
presidente da Câmara, Daniel Laranjeira.

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