Hortolândia adere à Operação SP Sem Fogo para prevenir focos de incêndio
Prefeitura oficializa plano de contingência para fase de estiagem e reforça prevenção, monitoramento e combate ao fogo até setembro; medida mobiliza todas as secretarias municipais e visa reduzir riscos ambientais e proteger saúde pública
Hortolândia se prepara, mais uma vez, para cuidar da
população e do ambiente, em tempos de estiagem e de fortes mudanças climáticas.
A prefeitura aderiu à Operação São Paulo Sem Fogo 2026, política pública do
Governo do Estado que busca evitar e combater queimadas e focos de incêndio no
município.
O decreto municipal que regulamenta a operação foi publicado
no Diário Oficial Eletrônico do Município. O documento regulamenta uma série de
ações integradas de prevenção, monitoramento e combate às queimadas em
Hortolândia. Segundo ele, a Operação São Paulo Sem Fogo 2026 se estenderá até
30 de setembro deste ano, podendo ser prorrogada, caso necessário.
A ação é promovida pela Coordenadoria Estadual de Defesa
Civil de São Paulo, em parceria com a Administração Municipal, sendo executada
localmente pelo Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil. A partir do Plano
de Contingência Preventivo de Defesa Civil, previsto pela Operação, o sistema
mobiliza todas as secretarias municipais, monitorando com atenção a incidência
de baixa umidade relativa do ar, de quedas bruscas de temperatura e de estiagem
típicas deste período do ano.
Além de medidas de sensibilização e orientação à população,
tendo em vista a prevenção a queimadas e focos de incêndio, o município realiza
o acompanhamento da qualidade do ar, uma vez que o tempo seco favorece este
tipo de ocorrência que agride a natureza e afeta a saúde das pessoas, sobretudo
quando a URA (Umidade Relativa do Ar) cai muito.
A URA é um índice que diz respeito à quantidade de água
existente na atmosfera, na forma de vapor, no momento da medição, com relação
ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. “A umidade do ar
é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no
período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta: sempre que
chove devido à evaporação que ocorre posteriormente, em áreas florestadas ou
próximas aos rios ou represa, quando a temperatura diminui (orvalho)”, informou
o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da cidade de São Paulo.
A falta de chuvas e a baixa umidade do ar podem desencadear
diversos problemas que prejudicam o meio ambiente e a saúde das pessoas,
conforme alerta a Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança.
Alguns desses problemas são complicações alérgicas e
respiratórias devido ao ressecamento de mucosas; sangramento pelo nariz;
ressecamento da pele; irritação dos olhos; eletricidade estática em pessoas e
equipamentos eletrônicos; e aumento do potencial de incêndios em pastagens e
florestas.
“O Plano de Contingência Preventivo é fundamental para esse
período de estiagem, pois assegura ações antecipadas que mapeiam riscos,
organizam protocolos de respostas aos riscos e garantem principalmente a
proteção à saúde pública”, pondera o secretário de Segurança, Joldemar Nunes
Corrêa, o Dr. Jold.
FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
Durante a vigência da “Operação São Paulo Sem Fogo 2026”, a
prefeitura intensifica a fiscalização ambiental. A prática de queimadas é crime
no município, sujeita a penalidades e multas.
A população poderá denunciar queimadas e focos de incêndio
pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo aplicativo “Agenda Verde”,
que pode ser baixado no celular, a partir das plataformas Google Play ou App
Store. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.
CONFIRA OS ESTADOS A PARTIR DA MEDIÇÃO DA URA
Até 30% - Estado de Observação
• Acompanhamento dos índices da URA.
• Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
• Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas
molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc;
•Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol,
em áreas vegetadas etc;
• Consumir água à vontade.
• Observar as recomendações do estado de atenção;
• Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre
10 e 16 horas;
• Usar soro fisiológico para olhos e narinas.
• Emissão de Alerta e acionamento do Plano de Ação;
• Observar as recomendações para os estados de atenção e de
alerta;
• Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre
entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de
correspondência etc;
• Durante as tardes, manter com umidade os ambientes
internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

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