Câmara de Americana cria comissão para estudar enchentes no Quilombo
Grupo terá 180 dias para mapear pontos críticos, avaliar assoreamento, capacidade hidráulica e alternativas de contenção; vereadores vão acompanhar alertas de chuvas e níveis do rio, além de integrar e compartilhar informações entre municípios
A Câmara de Americana aprovou a criação de uma comissão
especial para estudar medidas de prevenção e enfrentamento às enchentes na
bacia do Ribeirão Quilombo. O grupo terá 180 dias para analisar pontos
críticos, áreas sujeitas a alagamentos e transbordamentos e possíveis soluções
para reduzir os impactos das chuvas no município.
A comissão foi criada após aprovação, por unanimidade, do
Projeto de Decreto Legislativo nº 33/2026, durante a sessão desta semana. A
iniciativa atende ao Requerimento nº 948/2026, apresentado pelo vereador
Gualter Amado (PDT), que presidirá os trabalhos.
Também integram a comissão os vereadores Fernando da
Farmácia (PSD), Jacira Chávare (Republicanos), Jean Mizzoni (Agir), Pastor
Miguel Pires (PRD), Renan de Angelo (Podemos), Roberta Lima (PRD), Talitha de
Nadai (PDT) e Dr. Wagner Rovina (PL).
Entre os principais pontos que serão analisados estão as
condições atuais do Ribeirão Quilombo, o nível de assoreamento, a capacidade de
vazão e os locais mais suscetíveis a episódios de inundação. A comissão também
deverá estudar medidas de desassoreamento e recuperação da capacidade
hidráulica do ribeirão.
Outro eixo será a avaliação da implantação ou ampliação de
sistemas de reservação e contenção de águas pluviais. A ideia é identificar
alternativas que possam reduzir o volume de água que chega rapidamente ao
ribeirão durante períodos de chuva intensa.
Os vereadores também deverão acompanhar os sistemas de monitoramento de chuvas e dos níveis do Ribeirão Quilombo. A comissão pretende avaliar formas de integrar e compartilhar informações entre os municípios que fazem parte da bacia, com o objetivo de melhorar a prevenção e a resposta em situações de eventos climáticos extremos.
Durante os 180 dias de funcionamento, o grupo poderá
promover reuniões, diligências e visitas técnicas, além de ouvir órgãos
públicos, especialistas, entidades e representantes de outras cidades da
região.
Ao final dos trabalhos, a comissão deverá apresentar um
relatório conclusivo com o resultado dos estudos e eventuais propostas de
medidas para enfrentar os problemas relacionados às enchentes na bacia do
Ribeirão Quilombo.

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