SSP-SP apura possível ligação entre investigador e americanense preso pela PF suspeito de fraude bancária
Investigação da Polícia Civil mira suposta relação entre policial da Dise de Americana e o empresário Thiago Branco de Azevedo, o ‘Ralado’, preso em operação da Polícia Federal contra fraudes milionárias; Corregedoria averigua suspeita
A Polícia Civil investiga a possível ligação entre um
investigador da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de
Americana com o empresário Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”,
apontado como principal alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura
um esquema de fraudes bancárias na casa dos R$ 500 milhões.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São
Paulo (SSP-SP), a Corregedoria da Polícia Civil apura o caso por meio de
procedimento correcional. “A instituição reforça que não compactua com condutas
incompatíveis com o exercício da função policial e que pune com rigor qualquer
irregularidade confirmada, nos termos da legislação vigente”, diz.
A apuração ocorre após a circulação de imagens nas redes
sociais que mostram o empresário americanense ao lado de um policial. As
publicações indicam que os dois mantinham proximidade e teriam, inclusive, já
feito viagens juntos.
De acordo com as investigações, as postagens teriam sido
realizadas em um período em que Thiago já estaria envolvido na coordenação do
esquema criminoso. A suspeita é de que ele atuava na estruturação de empresas
de fachada utilizadas para a prática de fraudes.
Thiago Branco de Azevedo é apontado como principal alvo da
Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal para apurar crimes de fraude
bancária. Ele foi preso na manhã de sexta-feira (27), na cidade de Piracicaba.
Segundo a PF, Thiago seria responsável por organizar empresas fictícias usadas para abertura de contas bancárias em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, além da utilização de identidades falsas. Ainda não há informação que ligue o investigador ao esquema apurado. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
SE ENTREGOU
O empresário americanense apresentou-se voluntariamente à
Polícia Federal de Piracicaba. Ele é apontado como o principal investigado da
Operação Fallax, que apura um esquema de fraudes bancárias que pode ter causado
prejuízos superiores a R$ 500 milhões em um período de dois anos a instituições
financeiras públicas e privadas.
Além dele, também se entregaram às autoridades sua esposa e
o irmão dela. O trio estava com mandados de prisão em aberto relacionados à
investigação. O grupo também é investigado por crimes de estelionato e lavagem
de dinheiro.

Deixe um comentário