Polícia Civil e Gaeco cumprem mandados em Campinas e Paulínia por suspeitas de irregularidades no transporte público
Um total de 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em ambos municípios durante operação que apura possíveis ilícitos no setor de transporte coletivo de Campinas; investigação envolve agente político e empresário do ramo
A Polícia Civil e o Ministério Público, por meio do Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram nesta
quarta-feira (3) uma operação para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em
Campinas e Paulínia. A operação faz parte de uma investigação que apura
possíveis irregularidades envolvendo um agente público municipal e empresários
ligados ao setor de transporte coletivo em Campinas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os
investigadores apreenderam documentos, anotações, aparelhos celulares,
pen-drives, dinheiro em espécie e outros dispositivos eletrônicos. Todo o
material será submetido à análise para auxiliar no avanço das apurações.
A operação foi executada por equipes do Núcleo Especial de
Combate aos Crimes Econômicos e Contra a Ordem Tributária (Neccold), vinculado
à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de
Investigações Criminais (Deic) de Campinas, com acompanhamento de promotores do
Gaeco.
Segundo a investigação, o caso teve início após a divulgação
de vídeos que registraram uma reunião realizada em 1º de abril deste ano na
sede de uma empresa de transporte de passageiros em Paulínia. As imagens
levantaram suspeitas sobre possíveis irregularidades relacionadas a um processo
licitatório do setor em Campinas.
Com base nas informações obtidas durante a apuração
preliminar, a Polícia Civil instaurou um inquérito e reuniu elementos que
fundamentaram o pedido de busca e apreensão autorizado pela Justiça.
Os participantes do encontro passaram a ser investigados por
suposta participação em um esquema envolvendo o possível recebimento de
recursos que teriam sido desviados dos cofres públicos campineiros. As
autoridades, no entanto, ressaltaram que as suspeitas ainda estão sendo
apuradas e que os investigados têm direito à ampla defesa.
De acordo com os responsáveis pela investigação, a análise
do material recolhido poderá ajudar a esclarecer a participação de cada
envolvido, identificar novas provas e apontar eventuais crimes relacionados ao
caso. As investigações prosseguem sob sigilo e novas diligências não estão
descartadas.
.png)
Deixe um comentário