Operação contra furto de energia prende 15 pessoas em Sumaré
Uma operação conjunta das forças de segurança e da concessionária de energia CPFL resultou na prisão em flagrante de 15 pessoas por furto de energia elétrica em Sumaré. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (14) e teve como alvo dois condomínios populares localizados na região de Nova Veneza: os Residenciais Águas de Lindóia e Águas de Santa Bárbara.
De acordo com o delegado Bruno Ramaldes Puppim, titular do
3º Distrito Policial, a operação foi desencadeada a partir de uma denúncia
anônima que apontava a existência de dezenas de ligações clandestinas de
energia, conhecidas como “gatos”.
Segundo o delegado, a informação indicava ao menos 55
irregularidades na rede elétrica dos condomínios, o que motivou o acionamento
da CPFL Energia e o planejamento da ação integrada. “Estamos desde às 6h30 da
manhã nesta operação. Houve contato com a CPFL, que mobilizou várias equipes,
além do apoio da Guarda Municipal”, afirmou Puppim durante o andamento dos
trabalhos.
Até o fim da manhã, 15 residências tiveram o furto de
energia confirmado por técnicos da concessionária, resultando na prisão em
flagrante dos responsáveis encontrados nos locais. Ao todo, cerca de 34
profissionais participaram da operação, incluindo 12 policiais civis, 12
técnicos da CPFL, 10 guardas civis municipais e peritos da Polícia Científica.
Nos imóveis indicados pela denúncia, a equipe técnica
identificou adulterações e irregularidades nos medidores de energia elétrica
das unidades habitacionais. Após a constatação técnica, policiais civis e
guardas municipais realizaram a identificação e abordagem dos consumidores
responsáveis pelas ligações clandestinas.
Residenciais Águas de Lindóia e Águas de Santa Bárbara foram alvos da operação
Alguns suspeitos foram localizados dentro dos próprios
apartamentos, enquanto outros foram encontrados em seus locais de trabalho,
indicados por testemunhas. Todos os detidos foram encaminhados ao 3º Distrito
Policial, onde passaram por qualificação e registro da ocorrência.
Conforme o delegado, os suspeitos sem antecedentes criminais tiveram direito à liberdade provisória mediante pagamento de fiança, enquanto outros foram levados à Cadeia Pública de Sumaré. As ligações clandestinas foram preservadas para perícia da Polícia Científica, que realizou análise técnica em cada ponto irregular identificado.
Segundo Bruno Puppim, o furto de energia era uma prática
disseminada nos condomínios, sem um perfil específico entre os envolvidos, e os
casos foram formalmente denunciados à Justiça. O crime prevê pena de até quatro
anos de reclusão.
O secretário municipal de Segurança, Jeverson Soares,
elogiou a integração entre as instituições e destacou que a Polícia Municipal
atua não apenas na prevenção, mas também no apoio a outras forças para garantir
melhores resultados.
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