Operação Fallax: Investigado negociou compra do Banco Master antes de ação da PF na região
Alvo da Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25), o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, chegou a negociar a aquisição do Banco Master na véspera da prisão do empresário Daniel Vorcaro. A informação foi divulgada pelo colunista Fábio Sarapião, do UOL.
A ação da PF (Polícia Federal) apura um esquema de fraudes
bancárias e lavagem de dinheiro que pode ter causado prejuízos superiores a R$
500 milhões, com desdobramentos em Americana e região. Um condomínio de luxo de
Americana foi um dos alvos da PF.
Ao todo, a operação cumpriu 43 mandados de busca e apreensão
e 21 de prisão preventiva em estados como São Paulo, além de cidades da região
de Campinas. Entre os investigados estão Rafael Góis e o ex-sócio Luiz Rubini.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava de forma
estruturada, com a participação de funcionários de instituições financeiras,
que inseriam dados falsos em sistemas bancários para permitir transferências
irregulares, principalmente contra a Caixa Econômica Federal.
Os valores obtidos de forma ilícita eram posteriormente
ocultados por meio de empresas de fachada, aquisição de bens de alto valor e
uso de criptoativos, dificultando o rastreamento dos recursos.
Ainda conforme a apuração, Góis, apontado como um dos
principais nomes do grupo, buscava expandir sua atuação no setor financeiro,
inclusive com tratativas envolvendo o Banco Master, em meio a um cenário de
reorganização do mercado.
A operação também tem desdobramentos no interior paulista,
com cumprimento de mandados em cidades como Americana, Limeira e Rio Claro.
A Justiça já determinou o bloqueio de bens e ativos
financeiros até o limite de R$ 47 milhões. As investigações seguem em andamento
para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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