Empresário é preso por receptação de equipamentos de operadoras de telefonia em Hortolândia
Um empresário de 42 anos foi preso nesta quinta-feira (12) pela Polícia Civil, no bairro Jardim Nossa Senhora de Fátima, em Hortolândia, suspeito de manter em sua residência grande quantidade de equipamentos pertencentes a operadoras de telefonia. A ação ocorreu após investigações motivadas pelo aumento de furtos de cabos registrados na região.
De acordo com a Polícia Civil, as diligências começaram após
informações indicarem que um homem estaria comercializando diversos
equipamentos ligados a empresas de telecomunicações. Diante da denúncia, os
policiais passaram a monitorar o local por alguns dias e observaram a
movimentação de técnicos prestadores de serviço dessas operadoras que se
dirigiam até o endereço.
Durante o período de monitoramento, os investigadores
constataram que os profissionais chegavam ao imóvel com a intenção de vender
equipamentos. Nesta data, os policiais conseguiram abordar o suspeito, no
momento em que ele deixava a residência com o portão aberto. Segundo os
agentes, o homem não permanecia com frequência no local, mas naquele dia ficou
por um período maior.
Questionado pelos policiais, o suspeito confirmou que havia
equipamentos sem nota fiscal dentro da casa. Ao entrarem no imóvel, os agentes
encontraram grande quantidade de cabos, decodificadores e roteadores espalhados
por diversos cômodos. Os materiais pertenciam a diferentes empresas, entre elas
Claro, Vivo e Desktop, além de equipamentos da Alares e Ubiquiti.
Durante a contagem dos objetos apreendidos, um veículo
Renault com escada no teto — característica comum de carros utilizados por
instaladores — aproximou-se do local e piscou os faróis duas vezes. A equipe
realizou a abordagem e o motorista confessou que estava no endereço para vender
ao empresário uma bobina de cabos e vários conectores.
Representantes das empresas Claro, Vivo e Desktop
compareceram à unidade policial e reconheceram parte dos equipamentos
apreendidos como pertencentes às respectivas operadoras. Os objetos
identificados foram devolvidos às empresas.
A autoridade policial determinou a prisão em flagrante do
empresário pelo crime de receptação qualificada. O suspeito foi encaminhado à
Cadeia Pública de Sumaré.

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