Mais de 90% das indústrias da região de Campinas querem avançar em inovação
Pesquisa realizada pelo Ciesp aponta que somente 8% das
empresas estão satisfeitas com atual grau de inovação e para 85% delas faltam
profissionais técnicos no mercado
Da Redação | Tribuna Liberal
Pesquisa do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Campinas aponta que 92% das indústrias da região desejam avançar no seu grau de inovação tecnológica. O diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que em relação ao grau de inovação da indústria regional, apenas 8% disseram estar “plenamente satisfeitas”. Já 77% das indústrias estão “medianamente satisfeitas e desejam avançar mais” e 15% delas afirmaram que “estão insatisfeitas e querem avançar muito mais”.
A pesquisa também perguntou às indústrias sobre a necessidade de ter colaboradores com nível de formação técnica ou superior. Para 85% das respondentes “faltam profissionais com essas qualificações”, sendo que desse total, 39% “estão buscando no mercado” e 46% “no momento não estão buscando esses profissionais”. Apenas 15% das indústrias estão “satisfeitas com a formação de seus colaboradores”.
O diretor do Ciesp Campinas afirmou que os principais indicadores da pesquisa - volume de produção, faturamento e lucratividade em outubro - apresentaram queda quando comparados com o mesmo mês no ano passado. “Passamos para uma economia mais estatizante e isso está atingindo as empresas”, acrescentou.
INVESTIMENTOS
Com relação aos investimentos das indústrias na ampliação da capacidade produtiva para os próximos 12 meses, 38% das associadas afirmaram que irão atualizar o maquinário já existente e 24% ampliarão o número de máquinas. Já 38% disseram que não irão investir. O Ciesp Campinas conta com 590 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região. O faturamento conjunto das empresas associadas é de R$ 53 bilhões ao ano. Conjuntamente essas empresas empregam 97.954 colaboradores.
REFIS
O diretor do Ciesp Campinas sugere que as cidades da região façam um Refis para a negociação de dívidas. “A pandemia machucou muito a economia e agora precisamos ajudar na recuperação. Quem mantém os municípios são as empresas e é o momento de salvá-las”, afirma.

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