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Professor Edinho quer punições rígidas para instituições que descumpram protocolos de segurança

Vereador Prof. Edinho solicita reunião de emergência após caso de criança ferida em Sumaré

Depois de criança de 1 ano e 2 meses voltar para casa com mordidas no rosto em unidade conveniada, parlamentar pede ‘providências e transparência’, afirmando que vai acompanhar a apuração e discutirá mudanças nas regras do programa

O vereador Professor Edinho (Republicanos) protocolou pedido de reunião de emergência junto à Secretaria de Educação de Sumaré para discutir o caso envolvendo uma criança de apenas 1 ano e 2 meses que retornou para casa com múltiplas mordidas no rosto após permanecer em uma unidade conveniada ao Programa Pró-Educação Básica (PROEB), localizada no Jardim Bom Retiro, região da Área Cura.

Em meio à repercussão do caso, o parlamentar solicitou ao secretário municipal de Educação, Lucas Gomes Lima, a convocação dos coordenadores responsáveis pelo PROEB, representantes da unidade onde ocorreu o fato e da equipe técnica da Secretaria encarregada da apuração preliminar.

Segundo Professor Edinho, o objetivo é garantir transparência na investigação, assegurar a responsabilização dos envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades, e fortalecer os mecanismos de proteção às crianças atendidas nas unidades conveniadas.

“Estamos tratando de um episódio extremamente grave que exige resposta rápida e firme. A proteção da primeira infância deve ser prioridade absoluta. Por isso, solicitei uma reunião de emergência para que todas as providências sejam discutidas e adotadas com a máxima urgência”, afirmou o vereador.

Além da reunião, o parlamentar solicitou que a apuração dos fatos inclua a oitiva da família da criança, dos professores, coordenadores, monitores e demais profissionais envolvidos no atendimento da unidade.

Professor Edinho também defendeu que, caso sejam confirmadas falhas de supervisão, omissão ou reincidência de condutas que coloquem em risco a integridade física e emocional das crianças, seja avaliado o descredenciamento da instituição conveniada responsável pelo atendimento.

“O município precisa estabelecer um padrão rigoroso de responsabilidade para todas as unidades participantes do PROEB. Se houver comprovação de negligência ou falhas graves, medidas administrativas precisam ser tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer”, destacou.

O vereador informou ainda que seu gabinete solicitou acesso aos contratos e normativas que regem o programa para propor mudanças que reforcem a segurança de crianças. Entre as medidas defendidas estão a previsão expressa de descredenciamento imediato de unidades que permitam a repetição de incidentes dessa natureza, a exigência de número mínimo de professores formados e capacitados em sala de aula e a obrigatoriedade de que monitores e estagiários que atuem diretamente com as crianças sejam maiores de 18 anos e devidamente habilitados para a função.

O caso também mobilizou a administração municipal na semana passada. O prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos) e a primeira-dama Débora Mikaelle visitaram a família da criança, prestaram solidariedade e colocaram à disposição acompanhamento psicológico, suporte pedagógico e atendimento na área da saúde.

Durante a visita, o prefeito determinou a imediata apuração dos fatos e afirmou que qualquer eventual responsabilidade será tratada com rigor.

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