Sumaré e Hortolândia reduzem casos de roubos e furtos de motocicletas e melhoram em ranking de segurança
Os roubos e furtos de motocicletas apresentaram queda em Sumaré e Hortolândia ao longo de 2025, acompanhando a tendência de redução observada no Estado de São Paulo. Os dados fazem parte de um levantamento elaborado pelo Centro de Estudos em Economia do Crime (CEEC), da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), com base nos registros oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). No cenário estadual, a cidade de São Paulo permanece como a líder absoluta em número de ocorrências, mesmo registrando redução em relação ao ano anterior.
Entre os maiores municípios da região, Sumaré aparece na 17ª
colocação do ranking estadual, com 350 registros de roubos e furtos de
motocicletas em 2025. O volume representa uma redução de 14,4% em comparação
com o ano anterior, quando o município ocupava a 16ª posição no levantamento.
Hortolândia também apresentou melhora nos indicadores. O
município contabilizou 201 ocorrências no período analisado, número 29%
inferior ao registrado em 2024. Com esse resultado, a cidade ocupa a 28ª
posição entre os municípios paulistas com maior incidência desse tipo de crime,
mantendo a tendência de queda observada no levantamento.
O estudo mostra que, em todo o Estado de São Paulo, foram
registrados 33.621 roubos e furtos de motocicletas e motonetas em 2025, contra
38.048 no ano anterior, o que representa uma redução de 11,6%. Segundo os
pesquisadores, os furtos continuam respondendo pela maior parte das
ocorrências, enquanto os roubos apresentaram retração ainda mais expressiva no
período analisado.
A pesquisa também revela a forte concentração desse tipo de
crime em poucos municípios. A capital paulista lidera o ranking estadual com
13.319 ocorrências registradas em 2025, embora tenha apresentado redução de
13,7% em relação ao ano anterior. Os pesquisadores observam que mais de 83% de
todos os casos do Estado estão concentrados nos 30 municípios com maior
incidência, indicando a necessidade de estratégias específicas de enfrentamento
conforme a realidade de cada cidade.
De acordo com a FECAP, os dados são obtidos a partir dos
boletins de ocorrência registrados nas delegacias paulistas e passam por
critérios técnicos de validação, com exclusão de registros duplicados ou
inconsistentes. A instituição ressalta que os números representam uma
estimativa baseada nas ocorrências oficialmente registradas e servem como
ferramenta para acompanhar a evolução da criminalidade e orientar políticas
públicas de segurança.

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