Região já é a 1ª na abertura de novos loteamentos no Estado de São Paulo
Cidades da região de Campinas concentram quase 38% dos novos lotes lançados no Estado no início de 2026 e também lideram o valor movimentado pelo setor; moradores buscam mais terrenos onde ficam bairros planejados para se viver
A região de Campinas iniciou 2026 na primeira posição do
mercado de loteamentos do Estado de São Paulo. Entre janeiro e março, foram
lançados 2.765 terrenos distribuídos em novos empreendimentos, volume que
corresponde a 37,8% de todos os lotes disponibilizados no mercado paulista no
período.
Ao todo, o Estado registrou 7.297 novos lotes em 27 projetos
imobiliários. Os números fazem parte de um levantamento realizado pela Brain,
em parceria com a Associação de Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano
e o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo.
O desempenho regional ficou acima até mesmo da soma das duas
áreas que aparecem logo depois no levantamento. Sorocaba contabilizou 1.192
unidades, enquanto Bauru registrou 1.036. Juntas, as duas regiões chegaram a
2.228 lotes, quantidade ainda inferior à observada somente na área de Campinas.
A procura por terrenos ocorre em um momento de preços
elevados dos imóveis prontos. Diante desse cenário, parte das famílias tem
optado pela compra de lotes para construir a casa por etapas, de acordo com o
orçamento e as necessidades de cada período.
A expansão urbana de municípios próximos a Campinas também
abre espaço para novos bairros planejados. Cidades com áreas disponíveis,
crescimento populacional e ligação facilitada pelas principais rodovias
passaram a atrair projetos destinados a diferentes faixas de renda.
Além da oferta de terrenos, os novos empreendimentos apostam
em estruturas de lazer, convivência e bem-estar. Piscinas, academias,
ciclovias, churrasqueiras, áreas verdes, salões de festas e espaços esportivos
aparecem entre os itens utilizados para atrair compradores.
A mudança no comportamento das famílias após a pandemia
também influencia o setor. A residência deixou de ser procurada apenas pelo
tamanho ou pela localização e passou a ser avaliada pela capacidade de reunir
trabalho, descanso, lazer e convivência no mesmo ambiente.
CONDOMÍNIOS FECHADOS
Esse movimento fortaleceu principalmente os condomínios
fechados e os projetos com características semelhantes às de clubes ou resorts.
Em Paulínia, um empreendimento conseguiu comercializar 61% dos terrenos ainda
durante a pré-venda, antes do avanço completo das obras.
Na região, há opções que vão de terrenos menores, com cerca
de 130 metros quadrados, até áreas de 500 metros quadrados em condomínios de
alto padrão. Campinas concentra a maior parte dos projetos, mas cidades como
Paulínia também participam desse processo de expansão.
O levantamento mostra ainda uma forte concentração dos
lançamentos em poucas regiões paulistas. Campinas, Sorocaba, Bauru, São José
dos Campos e Franca somaram 6.697 lotes, equivalentes a 91,77% de todas as
unidades lançadas no Estado durante o primeiro trimestre.
A liderança de Campinas também aparece no volume financeiro
movimentado pelos empreendimentos. A região alcançou R$ 999 milhões em Valor
Geral de Vendas, indicador que representa a soma estimada das unidades
ofertadas pelos projetos imobiliários.
A economia diversificada, a geração de empregos e a presença
de setores como indústria, tecnologia, serviços e educação ajudam a manter a
região como destino de novos moradores. A proximidade com a capital e a ligação
por importantes corredores rodoviários também favorecem a valorização das
cidades e o avanço do mercado imobiliário.
“Saí de São Paulo e moro em Paulínia, prefiro agora a vida
de interior e em condomínio fechado”, disse Gisele Martins Santos, de 47 anos.
Com mais terrenos disponíveis e compradores interessados em
construir imóveis personalizados, a expectativa do setor é de continuidade dos
lançamentos.

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