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Ofício enviado pela Prefeitura de Monte Mor eleva cobrança regional sobre a Sabesp

Monte Mor aciona Sabesp por odores e falta de qualidade da água nas casas

Prefeitura envia ofício e quer respostas da empresa, já que moradores apontam odor, gosto e coloração alterados; queixas se repetem em cidades da região e companhia afirma que água segue potável; município pede estudo técnico detalhado

A Prefeitura de Monte Mor oficializou uma cobrança formal à Sabesp pedindo esclarecimentos e providências urgentes diante das reclamações sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida ocorre dias após questionamentos semelhantes feitos pela administração de Hortolândia, aumentando a pressão regional sobre a concessionária responsável pelo abastecimento.

Segundo a prefeitura, moradores de Monte Mor, Hortolândia e Paulínia relatam alterações no odor, sabor e coloração da água. Entre as principais queixas estão cheiro semelhante a mofo, gosto desagradável e, em alguns casos, aspecto amarelado.

Por meio de ofício, o prefeito Murilo Rinaldo (PP) afirmou que a prefeitura recebeu reiteradas reclamações sobre odor e sabor da água e preocupações com possíveis impactos à saúde pública. O documento cobra apuração imediata dos fatos, apresentação formal das causas do problema e das medidas adotadas para garantir a qualidade do abastecimento, além de ações corretivas e a elaboração de um estudo técnico detalhado. Em Monte Mor, moradores chegaram a relatar que pessoas sentiram mal-estar após consumo da água na semana passada.

Em Hortolândia, a prefeitura intensificou a cobrança junto à Arsesp, responsável pela regulação estadual do serviço prestado pela Sabesp. O município solicitou esclarecimentos e monitoramento urgente das condições de fornecimento após problemas relatados em diversos bairros.

O secretário de Serviços Urbanos, Vicente Andreu, classificou a situação como grave e afirmou que a concessionária precisa apresentar solução rápida. Paralelamente, a Vigilância Sanitária municipal fez a coleta de água em vários pontos da cidade para análise no Instituto Adolfo Lutz. A Arsesp realizou vistoria na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Hortolândia.

OUTRO LADO

A Sabesp informou que, diferentemente do conteúdo falso que circula nas redes sociais, não emitiu qualquer comunicado alertando que a água estaria imprópria para consumo. No sábado (18), foi registrada uma alteração pontual na captação de água que abastece Hortolândia, Paulínia e Monte Mor, o que pode ter ocasionado mudança temporária na cor e no odor da água, segundo a empresa. 

“Por se tratar de captação em rio, variações naturais podem ocorrer em situações específicas. Nesta data, foi identificada nova alteração nas características da água do manancial. Imediatamente, a Sabesp acionou a Cetesb para vistoria no local e até o momento não foram reportadas alterações no manancial. A companhia continuará monitorando o caso e enviando novas amostras para análises complementares. Se ainda houver algum registro isolado, a situação pode estar relacionada à água armazenada em caixas-d’água dos imóveis, que ainda não foi totalmente renovada após a normalização do sistema”, informou a Sabesp.

A Sabesp orienta que os clientes registrem a ocorrência pelos canais oficiais, informando o endereço completo, para que as equipes técnicas possam atuar no local: 0800 055 0195, WhatsApp (11) 3388-8000 e agenciavirtual.sabesp.com.br.

MORADORES DE HORTOLÂNDIA JÁ ORGANIZAM PROTESTO EM MEIO A FUROR CONTRA SABESP  

A mobilização popular em defesa da qualidade da água em Hortolândia ganha novo capítulo nesta semana. Moradores e lideranças locais convocaram a população para uma reunião de organização de um protesto contra a atual situação do abastecimento no município.

O encontro foi marcado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Hortolândia, localizada na Rua Terezinha Navarro da Silva, 405, no Jardim do Bosque. A medida surge em meio ao crescente descontentamento da população com a qualidade da água.

De acordo com relatos de moradores, problemas como alterações no cheiro, na cor e no gosto da água têm se tornado frequentes nos últimos dias nos bairros.

DEBATE

Os organizadores destacaram que a reunião é um espaço aberto para debate, escuta e construção coletiva de estratégias de mobilização. Com o lema “Nossa água não é mercadoria”, o movimento busca chamar atenção para a importância do acesso à água de qualidade como um direito básico.

DANILO BARROS RELATA CHEIRO NA ÁGUA EM PAULÍNIA E DESCARTA SURTO

O prefeito de Paulínia, Danilo Barros (PL), afirmou que também percebeu alterações na água distribuída na cidade, incluindo cheiro e mudança de coloração, situação registrada inclusive em sua própria residência. O relato ocorre após moradores de diferentes bairros apontarem problemas no abastecimento.

Segundo o prefeito, houve registro de cerca de dez pessoas com sintomas de diarreia nos últimos dias no Hospital Municipal, mas apenas uma delas mencionou a possibilidade de ter relação com a água consumida. Ele ressaltou que, até o momento, não há surto na saúde. Danilo também destacou que a Sabesp tem reiterado que a água fornecida segue dentro dos padrões de potabilidade.

A Vigilância Sanitária do município esteve na Estação de Tratamento de Água (ETA) para verificar a situação e solicitou laudos técnicos sobre a qualidade do recurso hídrico. A medida busca esclarecer as causas das alterações percebidas pelos moradores.

O prefeito informou ainda que pretende, ao longo da semana, visitar residências para acompanhar de perto a situação enfrentada pela população. A prefeitura afirma que continuará monitorando o caso e cobrando esclarecimentos dos órgãos responsáveis pelo abastecimento.                             


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