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Moradores registram novos peixes mortos e nível baixo na Lagoa João de Deus Sproesser

Lagoa João de Deus volta a registrar peixes mortos e nível baixo em Monte Mor

Novos registros feitos por moradores mostram a Lagoa João de Deus Sproesser com nível de água ainda mais baixo e novos peixes mortos; retirada dos animais ocorre para reduzir o mau cheiro nas proximidades, segundo os moradores

Moradores de Monte Mor voltaram a registrar peixes mortos e uma nova redução no nível da água da Lagoa João de Deus Sproesser. Imagens feitas nas últimas horas mostram áreas com volume ainda menor de água e peixes sendo retirados do local para evitar o avanço do mau cheiro na região.

Os novos relatos ocorrem pouco mais de uma semana depois de o Tribuna Liberal mostrar uma primeira mortandade de peixes na lagoa. Na ocasião, registros feitos por moradores já mostravam diversos animais mortos em meio à água, situação que chamou a atenção de quem frequenta ou passa pelo espaço.

Agora, segundo os moradores, o cenário voltou a preocupar. Além do nível reduzido, novos peixes mortos foram encontrados e retirados da lagoa. A remoção busca evitar que a decomposição intensifique o odor nas proximidades.

Quando o caso foi revelado pelo Tribuna Liberal, a Prefeitura informou que a Lagoa João de Deus não possui abastecimento próprio por mina ou nascente. O volume de água depende principalmente do Córrego Água Choca e do Rio Capivari, sofrendo alterações de acordo com a frequência e a quantidade de chuvas.

A administração municipal também informou que uma fissura havia sido identificada em uma das margens da lagoa. Segundo o município, o problema surgiu em razão de um processo de erosão e provocou o escoamento de parte da água, contribuindo para a queda significativa do nível.

Uma intervenção para conter a abertura havia sido realizada em maio. No entanto, as chuvas mais intensas registradas no fim de junho teriam comprometido o serviço e provocado novamente a abertura da fissura.

A Prefeitura informou uma nova intervenção prevista no cronograma municipal para corrigir o problema e melhorar a capacidade de retenção da água.

A administração também classificou a Lagoa João de Deus como um espaço de características sazonais e função predominantemente paisagística. Conforme a Prefeitura, durante períodos de estiagem é esperado que o nível da água diminua, com recuperação gradual após a retomada das chuvas e o aumento da vazão dos cursos d’água próximos.

O município informou ainda que acompanha a situação e que o caso integra um processo junto ao Ministério Público, ao qual são encaminhados relatórios semestrais sobre as condições da lagoa e as providências adotadas.

Apesar das informações prestadas anteriormente, a Prefeitura não havia apontado uma causa específica para a mortandade dos peixes.

 


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