Justiça manda Edson Moura cumprir pena por condenação de sonegação previdenciária
Ex-prefeito de Paulínia foi preso no Guarujá após decisão judicial determinar o cumprimento de pena em regime semiaberto por condenação definitiva por sonegação previdenciária; defesa teve pedido de liberdade negado pela Justiça
Preso na quinta-feira (18) em um condomínio residencial no Guarujá, no litoral paulista, o ex-prefeito de Paulínia, Edson Moura, foi alvo de determinação da Justiça para o cumprimento de uma pena de dois anos e sete meses em regime semiaberto por sonegação de contribuição previdenciária. A ordem de prisão foi expedida depois do trânsito em julgado da condenação e da rejeição de um pedido da defesa para substituir a pena por medidas alternativas ou prisão domiciliar.
De acordo com informações da Polícia Militar, o mandado foi
emitido em 22 de maio pelo Departamento de Execuções Criminais da 4ª Região
Administrativa Judiciária (RAJ) de Campinas. A ordem judicial determinou o
início do cumprimento da pena após o encerramento de todas as possibilidades de
recurso no processo.
Segundo os autos, Edson Moura foi condenado a dois anos e
sete meses de prisão, em regime semiaberto. Como a sentença transitou em
julgado, a Justiça autorizou a execução da pena e a consequente expedição do
mandado de captura.
SOLICITAÇÃO NEGADA
Dias antes da prisão, a defesa do ex-prefeito havia
protocolado um pedido para que a pena privativa de liberdade fosse substituída
por penas restritivas de direitos ou, alternativamente, convertida em prisão
domiciliar. A solicitação foi analisada e negada pela Justiça.
Na decisão proferida em 12 de junho, a juíza Camila Corbucci
Monti Manzano entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para
a alteração do regime de cumprimento da pena, mantendo integralmente as
condições estabelecidas na condenação.
Entre os argumentos apresentados pela defesa estavam a idade
avançada de Edson Moura, atualmente com 76 anos, problemas de saúde e a
alegação de que ele seria responsável pelo sustento de um filho menor de idade.
Apesar das justificativas, a magistrada concluiu que a pena deveria ser
executada nos termos definidos pela sentença.
Após a prisão, o ex-prefeito foi colocado à disposição da
Justiça para os procedimentos legais e encaminhamento ao sistema prisional. Até
a publicação desta reportagem, a defesa de Edson Moura não havia se manifestado
sobre a captura.

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