Casa Paulista tem subsídio para 261 novas moradias em Sumaré e região
Nova etapa do programa estadual contempla 183 imóveis em Sumaré, mais 55 em Monte Mor e 23 em Nova Odessa; benefício pode chegar a R$ 16 mil e atende famílias com renda de até três salários mínimos mensais, afirma governo
Sumaré, Monte Mor e Nova Odessa terão 261 moradias
contempladas por novas Cartas de Crédito Imobiliário do Programa Casa Paulista.
Os subsídios estaduais são destinados a famílias com renda mensal de até três
salários mínimos que pretendem adquirir o primeiro imóvel por meio de
financiamento habitacional.
Sumaré concentra a maior quantidade de unidades entre as
cidades da área de cobertura do Tribuna Liberal, com 183 imóveis. Monte Mor
aparece com 55 unidades e Nova Odessa terá outras 23 contempladas nesta etapa
do programa.
As unidades fazem parte de um pacote de 1.697 moradias
distribuídas por 13 municípios da Região Administrativa de Campinas. Segundo a
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo,
aproximadamente R$ 20,7 milhões serão destinados aos subsídios nesta décima
etapa do programa.
Além das três cidades, a lista inclui Campinas, com 407
unidades, Piracicaba, com 247, Santa Bárbara d’Oeste, com 201, São João da Boa
Vista, com 133, São José do Rio Pardo, com 109, Pirassununga, com 100, Rio
Claro, com 87, São Pedro, com 60, Itirapina, com 56, e Aguaí, com 36 moradias.
Os valores oferecidos pelo Casa Paulista variam conforme a
localização do empreendimento e podem chegar a R$ 16 mil por unidade. O recurso
funciona como uma ajuda do Governo do Estado na aquisição do imóvel e não
precisa ser devolvido pela família beneficiada.
Para ter acesso ao subsídio, o interessado precisa cumprir
os critérios do programa e ser aprovado pela Caixa Econômica Federal para o
financiamento habitacional, realizado com recursos do FGTS. As famílias podem
consultar os empreendimentos participantes e procurar diretamente as
construtoras para verificar disponibilidade de unidades, condições de
financiamento e possibilidade de utilização da Carta de Crédito Imobiliário.
Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e
Habitação, Marcelo Branco, o programa busca diminuir uma das principais
dificuldades enfrentadas pelas famílias de menor renda, que é conseguir reunir
recursos suficientes para comprar o primeiro imóvel.
“É uma oportunidade para quem ainda não tem financiamento
habitacional ativo, não possui imóvel em seu nome e não foi atendido
anteriormente por programas habitacionais. O subsídio do Casa Paulista é uma
parte do valor do apartamento que o Estado paga para a família. Para as
famílias de menor renda, esse apoio facilita muito a aquisição da casa
própria”, afirmou.
Branco destacou ainda que o recurso concedido pelo Estado
não gera uma nova dívida ao comprador. “São imóveis financiados com recursos do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela Caixa Econômica Federal, e o
subsídio concedido pelo Casa Paulista é a fundo perdido, ou seja, não precisa
ser devolvido pela família”, completou.
De acordo com o Estado, a renda média mensal das famílias
atendidas pelas Cartas de Crédito Imobiliário fica entre dois e 2,3 salários
mínimos, dependendo da região. Nos financiamentos habitacionais realizados com
recursos do FGTS de forma geral, essa média pode chegar a 4,7 salários mínimos.
Os empreendimentos desta etapa foram cadastrados entre os dias 13 e 27 de agosto. Para participar, os projetos precisavam ter contratação firmada com a Caixa Econômica Federal até 12 de agosto. A seleção levou em consideração fatores como vulnerabilidade socioeconômica dos municípios, indicadores habitacionais e previsão de entrega dos imóveis.
10 MIL NOVAS CARTAS
As 1.697 unidades da Região Administrativa de Campinas
integram um pacote de 10 mil novas Cartas de Crédito Imobiliário para mais de
140 empreendimentos espalhados por 50 municípios paulistas.
Desde 2023, o Governo do Estado informa ter disponibilizado
96,3 mil cartas de crédito, correspondentes a aproximadamente R$ 1,2 bilhão em
subsídios autorizados para aquisição da casa própria. Somente na Região
Administrativa de Campinas, 5,6 mil unidades habitacionais financiadas com
apoio da modalidade já foram entregues desde 2023, com investimento estadual de
R$ 68,3 milhões.

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