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Sumaré e Hortolândia registram forte alta em ações por acidentes e doenças ocupacionais

Ações trabalhistas por acidentes sobem 296% em Sumaré e 124% em Hortolândia

Sumaré encerrou 2025 com 190 ações ligadas a acidentes e doenças ocupacionais, alta de 58,3% no ano; Hortolândia chegou a 110 processos, avanço de 35,8%, segundo dados do Monitor do Trabalho Decente da Justiça do Trabalho

O número de ações trabalhistas relacionadas a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais avançou em Sumaré e Hortolândia em 2025 e atingiu o maior patamar da série iniciada em 2020. Somadas, as duas cidades chegaram a 300 processos no ano passado, contra 201 em 2024, crescimento de 49,3% em apenas um ano.

Os dados são do MTD (Monitor do Trabalho Decente) da Justiça do Trabalho, ferramenta utilizada para acompanhar a judicialização de temas ligados às relações de trabalho. O TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região) informou que 2025 apresentou o maior número de processos julgados sobre acidentes de trabalho e doenças ocupacionais desde o início da série histórica em sua área de jurisdição.

Sumaré apresentou o crescimento mais acentuado entre as duas cidades. Foram 190 ações em 2025, diante de 120 no ano anterior. O aumento foi de 58,3%. Quando o resultado é comparado com 2020, época em que aparecem 48 registros, o salto chega a 295,8%, praticamente quatro vezes o volume observado no início da série.

A trajetória, porém, não foi de crescimento contínuo. Sumaré saiu de 48 ações em 2020 para 105 em 2021, avanço de 118,8%. Em 2022, houve recuo de 29,5%, com o total caindo para 74 processos. No ano seguinte, o indicador voltou a subir e alcançou 119 ações, crescimento de 60,8%.

Em 2024, foram 120 processos, praticamente estabilidade diante de 2023, com alta de apenas 0,8%. O novo salto ocorreu em 2025, quando os 190 casos representaram acréscimo de 70 processos em um único ano.

HORTOLÂNDIA CRESCE 35,8%

Hortolândia também terminou 2025 no maior nível da série. O município passou de 81 ações em 2024 para 110 no ano passado, aumento de 35,8%. Na comparação com 2020, quando foram contabilizados 49 processos, a alta acumulada chega a 124,5%.

Em 2021, Hortolândia registrou 71 ações, crescimento de 44,9% frente ao ano anterior. O número caiu para 48 em 2022, redução de 32,4%, mas voltou a avançar em 2023, quando chegou a 86 processos, alta de 79,2%.

O município teve nova queda em 2024, para 81 ações, retração de 5,8%. A tendência voltou a mudar no ano seguinte, com os 110 processos registrados em 2025. Considerando as duas cidades juntas, foram 97 ações em 2020, 176 em 2021, 122 em 2022, 205 em 2023, 201 em 2024 e 300 em 2025. Entre o primeiro e o último ano da série, o volume cresceu 209,3%.

Como o monitoramento disponível começa em 1º de junho de 2020, os números daquele ano abrangem apenas parte do período. O TRT-15 aponta que, entre junho de 2020 e 4 de julho de 2026, foram cadastrados 29.287 registros relacionados ao assunto “acidente de trabalho” e outros 56.336 referentes a “doença ocupacional” em processos distribuídos dentro de sua jurisdição.

O crescimento dos processos não ocorre apenas na região e vem sendo observado em todo o país. O aquecimento econômico amplia a quantidade de vínculos de emprego e, consequentemente, também pode elevar o número absoluto de ocorrências.

O TRT-15 chama atenção justamente para a necessidade de ampliar a cultura preventiva. Segundo o tribunal, os dados mostram a dimensão da judicialização envolvendo acidentes típicos e doenças ocupacionais e reforçam a importância de medidas destinadas a reduzir os riscos aos trabalhadores.

ACIDENTES FATAIS

Casos registrados neste ano em Hortolândia mostram a gravidade dos riscos presentes em diferentes atividades profissionais. Em abril, um trabalhador de 32 anos morreu após ser esmagado por uma retroescavadeira durante uma obra de esgoto. O acidente ocorreu no Jardim das Flores enquanto chovia. Segundo informações divulgadas na ocasião, a máquina teria escorregado durante a execução do serviço.

Outro acidente fatal ocorreu em junho. Um homem de 38 anos morreu depois de ser atingido pela estrutura que mantinha um ônibus suspenso enquanto fazia manutenção no veículo em uma oficina no Parque Hortolândia. Ele chegou a ser socorrido pelo helicóptero Águia e encaminhado ao Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita.

 


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