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Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora

Coluna Olhar de Dentro

A força invisível que sustenta uma cidade: as pessoas que fazem sem esperar aplausos

Existe uma engrenagem que faz as cidades funcionarem para além do que o poder público e a iniciativa privada conseguem alcançar. Ela não aparece no orçamento municipal. Não tem CNPJ na maioria das vezes e nem recebe verba de campanha. Mas sem ela, muita coisa simplesmente pararia.

Estou falando do voluntariado. Do terceiro setor. De pessoas que dedicam parte do seu tempo, energia e muitas vezes do seu próprio dinheiro para cuidar de quem precisa. Sem contrato ou salário. Sem expectativa de retorno.

No Brasil, segundo dados do IBGE, mais de 7 milhões de pessoas realizam algum tipo de trabalho voluntário. São pessoas que servem em igrejas, associações de bairro, clubes de serviço, ONGs, abrigos, hospitais, escolas. Gente que percebeu que esperar o governo resolver tudo é esperar demais, e decidiu colocar a mão na massa.

Em Nova Odessa, essa realidade é muito presente. Conheço de perto o trabalho de quem se dedica ao Lions Clube, Rotary Clube, às pastorais, às associações comunitárias e aos projetos sociais independentes. São pessoas que organizam campanhas de agasalho no inverno, que arrecadam alimentos quando uma família erde tudo, que visitam idosos em asilos, que ensinam artesanato em centros comunitários.

E esse cuidado vai além. Está também nas mãos de quem luta pela causa animal, resgatando, tratando e buscando um lar digno para animais abandonados. Está em quem se dedica às crianças autistas e suas famílias, promovendo inclusão, acolhimento e acesso a direitos muitas vezes negligenciados. São causas que exigem sensibilidade, paciência e, acima de tudo, compromisso verdadeiro com a vida em todas as suas formas.

O que move essas pessoas? Não é obrigação. É propósito, inclusão, a compreensão de que vivemos em comunidade e que o bem-estar do outro é, de certa forma, o nosso também. É a experiência concreta de que ajudar transforma não apenas quem recebe, mas principalmente quem oferece.

O terceiro setor deveria receber mais reconhecimento e mais apoio. Merece políticas públicas que facilitem sua atuação, não que a burocratizem. Visibilidade, para que mais pessoas se sintam inspiradas a participar. E merece respeito, porque quem doa seu tempo está doando o recurso mais precioso que possui.

Não é preciso fazer muito para começar. Uma hora por semana. Uma habilidade compartilhada, ou até a presença constante em alguma causa que faça sentido para você — seja ela social, ambiental, animal ou de inclusão. O voluntariado não pede perfeição, mas presença.

E você, já pensou em dedicar parte do seu tempo a uma causa que vá além de você mesmo? O que te impede de dar o primeiro passo?

Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e fundadora do Grupo Aposerv, que há 16 anos se dedica aos serviços previdenciários administrativos. É Ex-Presidente da ACINO e atual Presidente do Lions Club de Nova Odessa.

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