Coluna Justiça em Foco
Registro de marca: o erro que ainda faz empresas perderem identidade e mercado
Entenda porque o CNPJ não garante proteção e como a falta de registro no INPI pode comprometer o futuro do negócio
A exclusividade sobre uma marca só é adquirida mediante
registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI),
órgão responsável por analisar e deferir pedidos de proteção em todo o
território nacional.
No ambiente empresarial, o simples uso de um nome fantasia
não assegura direito de propriedade. Isso significa que outra empresa pode, em
tese, registrar a mesma marca ou uma semelhante, desde que atenda aos
requisitos legais e seja a primeira a formalizar o pedido junto ao INPI.
Quando isso ocorre, o empreendedor que utilizava a marca anteriormente pode ser obrigado a interromper seu uso, mesmo que já esteja consolidado no mercado. Na prática, isso pode envolver desde a alteração de identidade visual até a reformulação completa da comunicação da empresa.
REGISTRO DE MARCA É ATIVO INTANGÍVEL ESTRATÉGICO
Mais do que uma proteção jurídica, o registro de marca é considerado um ativo intangível com impacto direto no valor de mercado da empresa. Ele garante ao titular o direito exclusivo de uso em seu segmento de atuação e possibilita mecanismos de defesa contra concorrência desleal, imitação e exploração indevida da reputação construída.
Além disso, marcas registradas tendem a ter maior atratividade em processos de investimento, franquias e operações de fusão e aquisição, justamente por representarem segurança jurídica e previsibilidade comercial.
CONFLITOS CRESCEM COM DIGITALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS
A expansão do comércio digital intensificou disputas envolvendo nomes empresariais, especialmente em marketplaces, redes sociais e domínios na internet.
Casos de empresas que descobrem o registro de sua marca por terceiros após anos de atuação são cada vez mais frequentes, resultando em notificações, disputas administrativas e ações judiciais. Esses conflitos não apenas geram custos elevados, como também podem afetar a reputação da empresa e a confiança do consumidor.
REGISTRO PREVENTIVO REDUZ RISCOS JURÍDICOS
Especialistas em propriedade industrial reforçam que o registro deve ser tratado como medida preventiva e não como etapa posterior ao crescimento do negócio. Antes de lançar um produto ou serviço, recomenda-se a análise de viabilidade da marca, verificando se o nome escolhido já está registrado ou em processo de registro.
Essa etapa reduz significativamente o risco de litígios e
evita prejuízos futuros relacionados à perda de identidade comercial.
PROPRIEDADE INTELECTUAL COMO PILAR DA COMPETITIVIDADE
No cenário econômico atual, a propriedade intelectual passou
a ocupar posição central nas estratégias empresariais.
Marcas, patentes e demais ativos intangíveis são hoje
elementos fundamentais para diferenciação de mercado, expansão e valorização de
empresas.
Nesse contexto, o registro de marca deixa de ser apenas uma
formalidade administrativa e passa a integrar o planejamento estratégico dos
negócios, especialmente em setores altamente competitivos.
Empresas que investem na proteção de seus ativos intangíveis
tendem a reduzir riscos, fortalecer sua posição no mercado e ampliar suas
possibilidades de crescimento sustentável.
Fique atualizado sobre as principais notícias relacionadas ao mundo jurídico, acompanhando nossa coluna “Justiça em Foco”. Até a próxima pessoal!
Jullia Brito é graduada em Direito pelo Centro
Universitário Salesiano de São Paulo, pós-graduanda em Direito Empresarial e
Digital, atua como Advogada no Escritório Andressa Martins Advocacia em
Sumaré/SP.
E-mail: juridico1@andressamartins.adv.br
Instagram: @andressamartinsadvocacia
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