Polícia
Jonas Lucas tinha 55 anos; foi espancado e teve traumatismo cranioencefálico, morrendo no hospital

Polícia indicia cinco por envolvimento na morte do milionário da Mega-Sena

Todos os suspeitos, já presos, responderão pelos crimes de associação criminosa e extorsão mediante sequestro, seguida de morte; foi solicitada à Justiça a manutenção da prisão preventiva dos acusados

 Cézar Oliveira|Tribuna Liberal 

A 3ª Delegacia de Homicídios de Piracicaba encerrou, nesta quarta-feira (9), as investigações do caso do assassinato do ganhador da Mega-sena Jonas Lucas Alves Dias, de 55 anos, no dia 14 de setembro, em Hortolândia. Os cinco presos foram indiciados pelos crimes de associação criminosa e extorsão mediante sequestro, seguida de morte, com decretação da prisão preventiva. Os autos serão remetidos à Justiça.

De acordo com a investigação, a transexual Rebeca Messias Pereira Batista, de 24 anos, presa em 18 de setembro foi indiciada por ter fornecido documentos para a abertura da conta bancária onde foi depositado, através de um Pix, o valor de R$ 18,6 mil da conta de Jonas Lucas.

Roberto Jefferson da Silva, de 38 anos, que se entregou em 23 de setembro, seria o responsável por abrir a conta bancária usando os documentos de Rebeca, mas apresentou o próprio endereço residencial para isso. Ele teria retirado o dinheiro da conta, em companhia de Rebeca. Os dois foram vistos juntos no dia da morte do ganhador da mega-sena em Santa Bárbara d’Oeste, numa agência da Caixa Econômica Federal.

Rogério Spínola, 48 anos, preso em 17 de setembro, é acusado de espancar Jonas Lucas e provocar o traumatismo cranioencefálico, com o comparsa de Roberto Jefferson da Silva.

Marcos Vinícius Ferreira, 22 anos, preso em 7 de setembro, é apontado como o dono do carro preto usado no sequestro de Jonas Lucas e suspeito de ser o responsável por manter Jonas Lucas como refém, usando uma arma. Ele nega o crime, diz apenas que emprestou o carro.

Marcos Vinicyus Sales de Oliveira, 22 anos, preso em 13 de outubro, é suspeito de ser o mentor intelectual do crime. Teria sido ele o responsável pela ordem do sequestro. A participação de outros três suspeitos ainda está sendo investigada, considerando, inclusive, a possibilidade de identificação de outros envolvidos.

O CRIME

A morte de Jonas Lucas Alves Dias ocorreu após ele ser mantido refém. O sequestro foi na esquina da casa dele, em Hortolândia, no dia 13 de setembro. Ele ficou em poder dos criminosos por pelo menos 20 horas. Os criminosos usaram o cartão de débito dele para fazer saques, mas eles queriam R$ 3 milhões.

Houve dificuldade de comunicação com a gerente do banco da vítima porque Jonas Lucas não tinha celular. Os criminosos fizeram a ativação de um celular, mas por ser um valor muito alto, não conseguiram o dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, esse é o motivo pelo qual ele foi espancado e deixado para morrer às margens da Rodovia dos Bandeirantes, no entroncamento com a Rodovia SP-101, em Hortolândia. Ele foi encontrado por equipes da concessionária AutoBAn, mas acabou não resistindo a um traumatismo cranioencefálico grave e morreu, horas depois de ser socorrido no Hospital Mário Covas, em Hortolândia.

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