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Segundo Observatório, há uma queda de 4% na remuneração média dos empregados com carteira assinada

Homens ocupam a maioria dos postos de trabalho gerados em julho na RMC, aponta estudo

Análise feita pelo Observatório da PUC-Campinas nos dados oficiais do Caged mostram que eles preencheram 59% das vagas; jovens entre 18 e 24 ficam com a maioria dos contratos

Estudos realizados pelo Observatório PUC-Campinas com os dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que os homens ocuparam a maioria das vagas geradas na RMC (Região Metropolitana de Campinas) em julho, com 59% das contratações. O mesmo estudo aponta que os jovens, da faixa etária entre 18 a 24 anos, ficaram com o maior percentual dos novos postos de trabalho.

De acordo com o estudo, dos 6.917 novos contratos de trabalho no mês de julho na RMC, 4.022 foram feitos com empregados do sexo masculino. As mulheres ocuparam 2.825 postos.

Por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos tiveram participação relativa em 41% no saldo dos contratos gerados. Segundo a professora Eliane Rosandiski, coordenadora dos estudos, esse percentual é um pouco mais baixo do que a tendência registrada ao longo do ano, visto que a ampliação das faixas de 30 a 49 anos foi mais expressiva e, juntas, ocuparam 29% dos novos contratos. Pessoas com idade entre 50 a 64 anos ocuparam 316 vagas (4,5%).

De acordo com o estudo, informações do IBGE mostram que a despeito da recuperação da taxa de participação, agora 62,6% das pessoas com mais de 15 anos participam do mercado de trabalho.

Por faixas de escolaridade, seguindo a tendência, observa-se que 66% do saldo de contratos foi preenchido por profissionais com ensino médio completo. Analfabetos preencheram 38 postos (0,5%) e pessoas com superior completo, 132 vagas (1,9%).

DESEMPREGO E INFORMALIDADE

O desemprego ainda atinge 10 milhões de brasileiros. “Além disso, esse processo de recuperação/recomposição do mercado de trabalho vem ocorrendo em ocupações informais, como resultado estima-se uma informalidade em torno de 37%”, observa Eliane.

O padrão de remuneração confirma o cenário adverso no mercado de trabalho, visto que, no ano, há uma queda de 5% na remuneração média dos ocupados e, dentre os empregados com carteira assinada, a queda se situa em torno de 4%. 

“A despeito da recuperação observada, as incertezas provocadas pelo efeito negativo da inflação no poder de compra das remunerações continuam apontando para uma inevitável perda de potência da demanda interna como fator virtuoso de crescimento”, disse a pesquisadora.


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