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Psicopedagoga Roseli Barbosa, que realiza trabalhos sociais, é uma das personagens do documentário

Filme documentário conta história de Paulínia na voz de pessoas comuns

Com roteiro e direção do artista multicultural e jornalista, Wendell Stein, longa-metragem de 72 minutos está em fase final de produção com previsão de estreia em junho

Beth Soares | Tribuna Liberal

Estreia em junho o documentário de longa-metragem “Vozes de Paulínia – Um Povo Várias Histórias”, filme que contará a história da cidade através do olhar de pessoas que vivem ou viveram parte das suas vidas no município, que tem fama de rico e é conhecido nacionalmente pelo polo petroquímico. O filme, com roteiro e direção do artista multicultural e jornalista Wendell Stein, terá duração de 72 minutos.

A produção do documentário começou há três meses, depois de um vasto trabalho de pesquisa de Stein, morador de Paulínia há quase 20 anos. O cineasta chegou à cidade como empreendedor da área de idiomas. Conta que acompanhou o começo do Polo Cinematográfico, onde foi aluno do curso “Roteiro para Cinema”.

Filme tem roteiro e direção do artista multicultural e jornalista Wendell Stein

“O polo não deu certo, mas foi o instrumento para eu conhecer outros profissionais da área de cinema e começar a produzir de forma independente. Nesta jornada, sempre tentei entender qual era a identidade de Paulínia, eu não conseguia entender. Quando morei em Sumaré, filho de agricultores, a gente sabia o histórico agrícola da cidade, que chegou a ser a Capital do Tomate da América do Sul, mas e Paulínia?”, questiona.

Com essa pergunta na cabeça, Stein usou seu faro jornalístico para vasculhar as origens de Paulínia entrevistando pessoas dos mais diversos segmentos sociais e culturais. Foi o primeiro passo para surgir o Projeto Vozes de Paulínia. “Com a Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura esse projeto tomou vida”, comenta o artista multicultural.

A psicopedagoga Roseli Barbosa, 55 anos, é uma das entrevistadas no documentário. A personagem da vida real mora em Paulínia há 22 anos. Conta que veio para o município porque seu esposo foi convidado a trabalhar na RMC (Região Metropolitana de Campinas) representando o frigorífico Marchiori de Amparo. Antes, morava em Guaíba (RS). O casal fez uma pesquisa e escolheu Paulínia para fixar residência na região.

Na cidade, Roseli é conhecida pelo trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade e reeducandos. Há nove anos trabalha na Fundação Neemias, que oferece atividades capacitação profissional e desenvolvimento pessoal à comunidade. “Trabalho na área educacional dando suporte aos estudantes com déficit de aprendizagem e desenvolvendo competências e habilidades para a vida e a cidadania”, resume Roseli.

Para a psicopedagoga, a participação no filme significa valorização. “É uma honra ser convidada para ser uma das vozes de Paulínia nesse documentário. É um reconhecimento pelo trabalho que desenvolvo na comunidade... Vejo a importância desse filme para os munícipes tomarem conhecimento da história de Paulínia através das vivências dos seus moradores”, assinala.

E é exatamente esse o objetivo do documentário. “As entrevistas têm a finalidade de transmitir toda a riqueza cultural de Paulínia e sua transformação no tempo. Vozes de Paulínia procura dar voz ao cidadão, através de suas experiências...O resultado será uma história viva, onde pessoas comuns, até então não percebidas nos seus valores, possam reconhecer-se importantes e, com isso, olhar para as suas vidas e a vida da cidade como partícipes”, afirma Stein.

Junto com Roseli, outras 29 personagens ajudam a registrar a história de Paulínia por meio da vivência de cada um na cidade. Professores, advogados, historiadores, esportistas, comerciantes, empresários, donas de casas, dentre outros, completam o “elenco”.

 “A gente buscou pessoas da cidade, sem envolvimento político, pessoas simples que com seu trabalho e suas histórias, construíram a história de Paulínia. Queremos mostrar que o trabalho de pessoas simples, seus sonhos e conquistas são os elementos mais importantes para a construção de uma cidade mais humana. Nossa cidade é feita pelo povo, com suas histórias e sonhos e estas vozes precisam ser ouvidas”, reforça o cineasta.

VISUAL REALISTA

O filme trará ao público cenários conhecidos da cidade com uma linguagem visual realista, observa o diretor de fotografia, Jorge de Oliveira, em entrevista ao quadro “Em Cena”, da EPTV. “Usamos bastante cenários externos que trazem muita riqueza para o documentário. A gente usou o teatro, que fica dentro do rodoshopping, a pista de bicicross, a gente foi num sítio, então usamos detalhes como cavalos e um medalhão da primeira competição da festa do peão”, adianta Oliveira.

Segundo Stein, a captação de imagens para o longa termina em 30 dias. “A previsão é que o documentário seja lançado em junho deste ano”, adianta. O filme será exibido em escolas e outros espaços públicos, com versão em Libras (Língua Brasileira dos Sinais). Depois, será disponibilizado em plataforma digital gratuita. O documentário será parte do patrimônio histórico e audiovisual de Paulínia.

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